O que falta para Aécio Neves voltar atrás e disputar o Senado por Minas Gerais
Tucano havia anunciado que ficaria fora da eleição, mas foi pressionado a rever a decisão, que ainda será oficializada
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Aécio Neves deve oficializar até esta sexta-feira, 28, a decisão de disputar o Senado por Minas Gerais.
O presidente nacional do PSDB já teria comunicado a lideranças do partido que aceitou entrar na corrida, mas ainda falta uma conversa definitiva com o candidato ao governo, Alexandre Kalil (PDT), de quem integraria a chapa. Kalil já disse que o tucano seria “muito bem-vindo”.
A saída de Marcelo Heringer, que renunciou à candidatura ao Senado na quarta-feira, 26, abriu espaço para Aécio na chapa. Como o PSDB integra a federação com o Cidadania e está coligado ao PDT de Kalil, a legislação eleitoral permite a substituição após a renúncia.
Ex-deputado, ex-senador, ex-governador de Minas e candidato à Presidência da República em 2014, Aécio havia anunciado no início de agosto que ficaria de fora de qualquer disputa em 2026.
De lá para cá, as indefinições no quadro político mineiro incluindo as idas e vindas do senador Cleitinho na corrida ao governo aumentaram a pressão para que o tucano voltasse ao jogo. Ele foi pressionado nos últimos dias por dirigentes do PSDB e do PDT, prefeitos, vereadores, deputados, movimentos sociais e entidades que representam a segurança pública. Mais de 150 prefeitos também pediram que Aécio reconsiderasse a decisão de ficar fora da eleição.
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Na pesquisa Genial/Quaest divulgada em julho, Aécio tinha 16% das intenções de voto para o Senado, em empate técnico com a líder Marília Campos (PT), que registrava 18%.