Tem uma conta a caminho: o que mais Alcolumbre quer de Lula
Em processo de reconciliação com o presidente, Alcolumbre já pensa no redesenho da Esplanada dos Ministérios. Ele está de olho na cadeira de Alexandre Silveira
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Não é só no apoio mútuo nas eleições deste ano que se sustentará a reaproximação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No Planalto, auxiliares de Lula já enxergam movimentos de Alcolumbre para ter direito a indicar, em um eventual quarto mandato do petista, o titular do Ministério de Minas e Energia. O atual chefe da pasta, Alexandre Silveira, é conhecido desafeto do presidente do Senado, que para além disso tem interesse no setor especialmente após a descoberta de petróleo na chamada Margem Equatorial, que impactará diretamente seu estado, o Amapá.
“Há um redesenho de governo que está em curso e é claro que contempla as forças que estarão com Lula”, admitiu um auxiliar do governo. Alcolumbre e Lula se encontram nesta segunda-feira, 18, no Amapá. No município de Oiapoque, a dupla faz uma visita ao navio-sonda da Petrobras que realiza as atividades exploratórias em águas profundas na costa do Amapá. O Planalto espera que Alcolumbre faça uma declaração pública de apoio a Lula nas eleições, a exemplo da que foi feita pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na semana passada.
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A agenda de Lula e Davi Alcolumbre no Amapá ocorre após a identificação de indícios da existência de petróleo no bloco FZA-M-59, na região da foz do rio Amazonas. A Margem Equatorial se estende pela costa das regiões Norte e Nordeste e representa, para o presidente do Senado, a atividade que abrirá caminho para novas oportunidade de desenvolvimento econômico de seu estado, em particular, e da região como um todo. “É um momento histórico para o Amapá e para o Brasil. Lutamos durante anos pelo direito de conhecer as riquezas da nossa região e queremos que elas se transformem em desenvolvimento, emprego, renda e oportunidades para a nossa gente”, disse em nota o presidente do Senado.