No plano de governo do PL, há mais ‘esquerda’ do que ‘direita’

A campanha de Flávio Bolsonaro explora a esquerda como contraponto em temas sensíveis para o eleitorado e associados às gestões do PT

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No plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL), divulgado na noite desta quinta-feira, 13, reproduz ideias presentes no plano apresentado por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2022, e um detalhe chama atenção: a frequência das referências à esquerda.

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A palavra “esquerda” aparece quatro vezes ao longo do documento, sobretudo em temas que podem produzir desgaste para o principal adversário de Flávio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e em áreas historicamente exploradas pela oposição aos governos petistas.

Em contrapartida, termos associados ao campo político de Flávio, como “conservadorismo” e “liberal”, surgem de forma bem mais tímida, ainda no começo, quando a campanha afirma que “o Brasil precisa de uma alternativa liberal, conservadora, reformista e corajosa. A palavra “direita”, especificamente, nem sequer é mencionada no plano.

A primeira menção da campanha de Flávio Bolsonaro à esquerda é feita no capítulo dedicado à segurança pública. Ao apresentar as projeções de investimento para um eventual governo, o documento afirma que “o blá-blá-blá ideológico da esquerda não traz resultados práticos” e promete dobrar os investimentos federais na área ao longo do mandato.

A esquerda volta a ser citada na discussão sobre programas sociais, uma das principais bandeiras dos governos petistas. “Existe uma mentira que a esquerda repete há vinte anos: a de que só ela cuida dos pobres”, diz o documento. Na sequência, afirma que Flávio se distancia desse modelo ao defender que os programas sociais sejam uma porta de entrada para a autonomia, e não uma política de dependência.

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A terceira frente que traz referências explícitas à esquerda está relacionada à Farra do INSS, tema que a oposição transformou em uma das principais apostas para tentar desgastar o governo Lula, especialmente durante a CPMI que investigou o escândalo. No plano, Flávio Bolsonaro afirma que sindicatos e partidos de esquerda se mobilizaram e conseguiram suprimir barreiras antifraude.

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