Candidatos, consultores e presos: por onde andam os ministros de Jair Bolsonaro

Mesmo entre os que se filiaram ao PL e continuam na política, são raros os casos de ex-auxiliares do pai que estão atuando diretamente na campanha de Flávio

Publicidade
Carregando...

Como esta coluna mostrou, Flávio Bolsonaro tem evitado dar protagonismo a ex-ministros do governo do pai e pretende montar uma equipe própria.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

O PlatôBR levantou por onde andam os antigos auxiliares de Jair Bolsonaro. Com exceções, trata-se de um grupo que se afastou do clã e, em alguns casos, da própria vida pública.

Onyx Lorenzoni, que comandou as pastas da Casa Civil, Trabalho e Previdência, Secretaria-Geral da Presidência e Cidadania, é candidato a deputado federal pelo PL do Rio Grande do Sul. Tem se dedicado à própria campanha e não participa diretamente do projeto presidencial de Flávio.

Jorge Oliveira, ex-secretário-geral da Presidência, tornou-se ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

Walter Braga Netto (Casa Civil), Anderson Torres (Justiça e Segurança Pública), Augusto Heleno (GSI) e Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira (Defesa) cumprem pena em decorrência das investigações sobre os atos de 8 de janeiro de 2023.

Luiz Eduardo Ramos, que passou pela Casa Civil e pela Secretaria-Geral da Presidência, deixou Brasília após o fim do governo Bolsonaro, afastou-se da política e leva uma vida discreta em Resende (RJ).

Ciro Nogueira, ex-chefe da Casa Civil, disputa a reeleição ao Senado pelo PP do Piauí. Como presidente do partido, foi o principal responsável por barrar a indicação de Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura, para a vice de Flávio Bolsonaro.

Sergio Moro, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, é candidato ao governo do Paraná pelo PL. Lidera as pesquisas e tem recebido críticas de apoiadores pela reaproximação com a família Bolsonaro.

Wagner Rosário, ex-ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), tornou-se conselheiro do Tribunal de Contas de São Paulo.

André Mendonça, que chefiou a AGU e o Ministério da Justiça, chegou ao STF. Victor Godoy, ex-ministro da Educação, é CEO de um instituto fundado por Mendonça, em São Paulo, para capacitar gestores públicos e privados.

Os ex-ministros da Educação Abraham Weintraub e Milton Ribeiro se afastaram da vida pública.

Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde, dedica-se a consultorias privadas e colabora com o plano de governo da campanha de Ronaldo Caiado, de quem é amigo de longa data.

Marcelo Queiroga, que também comandou a Saúde, é candidato ao Senado pelo PL da Paraíba. O general Eduardo Pazuello, outro que passou pela Saúde, se elegeu deputado e é candidato à reeleição pelo PL do Rio de Janeiro.

Bruno Bianco, ex-advogado-geral da União, deixou a política e hoje faz consultorias corporativas e jurídicas. Bento Albuquerque, ex-ministro de Minas e Energia, também migrou para o setor privado, assim como seu sucessor, Adolfo Sachsida.

Paulo Guedes voltou ao mercado financeiro. Jura a interlocutores que não pretende retornar à política, mesmo discurso de Nelson Teich, que comandou a Saúde por menos de um mês durante a pandemia da Covid.

José Levi Mello, que ocupou a AGU, atua no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações, deixou a vida partidária e se dedica a negócios privados, mantendo bom trânsito em Brasília.

Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo, rompeu com o bolsonarismo e se afastou da política.

Flávia Arruda, que também comandou a Secretaria de Governo, perdeu a eleição para o Senado pelo Distrito Federal em 2022 e se casou com Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e ex-CEO do Banco Master.

Tarcísio de Freitas, ex-ministro da Infraestrutura e filiado ao Republicanos, disputa a reeleição ao governo de São Paulo. Apoia Flávio, mas mantém distância segura do bolsonarismo.

Rogério Marinho, ex-ministro do Desenvolvimento Regional, é senador pelo PL do Rio Grande do Norte e coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro.

Assim como Marinho, estão no meio do mandato no Senado Damares Alves, ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, pelo Distrito Federal, e Marcos Pontes, ex-ministro da Ciência e Tecnologia, por São Paulo.

Marcelo Álvaro Antônio, ex-ministro do Turismo, é candidato à reeleição como deputado federal pelo PL de Minas Gerais. Gilson Machado, que também passou pela pasta, rompeu com o PL, filiou-se ao Podemos e disputa uma vaga na Câmara por Pernambuco.

Ricardo Salles, ex-ministro do Meio Ambiente, se distanciou da família Bolsonaro. Filiado ao Novo, concorre a uma vaga no Senado por São Paulo, brigando com nomes apoiados por Flávio.

João Roma, ex-ministro da Cidadania, é candidato ao Senado pelo PL da Bahia. Já o deputado Osmar Terra, que também comandou a pasta, tenta a reeleição pelo PL do Rio Grande do Sul.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Ernesto Araújo, ex-ministro das Relações Exteriores, afastou-se da política, licenciou-se do Itamaraty e vive no exterior. Seu sucessor, Carlos França, é embaixador do Brasil no Canadá.

Tópicos relacionados:

reportagem

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay