Sem surpresa, Copom reduz Selic para 14%. Novo corte está no horizonte para setembro

No comunicado após a reunião, os diretores do Banco Central evitaram sinalizar os próximos passos, após os ruídos provocados no último encontro. Surpresas inflacionárias têm alimentado expectativas de novas quedas na taxa

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O Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu nesta quarta-feira, 5, a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano. A decisão era amplamente esperada pelo mercado, que agora volta as atenções para a reunião do colegiado marcada para 15 e 16 de setembro. 

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No comunicado após a reunião, os diretores do Banco Central evitaram sinalizar os próximos passos, após os ruídos provocados no último encontro. Naquela ocasião, a equipe de Gabriel Galípolo tentou justificar um corte de juros em meio a projeções econômicas piores, com a estimativa de inflação em 3,7%, acima do teto da meta de 3%.

Agora, a situação é diferente. Além de resultados de curto prazo que indicam que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) está, de fato, em desaceleração, as estimativas do BC estão mais próximas da meta. Na reunião, o Copom informou que a projeção aponta para uma taxa de 3,2% no primeiro trimestre de 2028.

Caso a tendência continue, a possibilidade de nova queda da Selic no mesmo patamar existe e é precificada por alguns bancos e corretores. O risco no horizonte decorre do aumento do preço do petróleo e de outros produtos que têm as cotações afetadas pela guerra no Oriente Médio, a qual reduziu drasticamente a passagem de navios no Estreito de Ormuz.

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Caso o conflito se intensifique e a ele se somem os efeitos negativos do El Niño na produção de alimentos e de outros produtos, o BC pode ser obrigado a paralisar o ciclo de corte. Os próximos 45 dias dirão se o Copom dará mais uma “mãozinha” ao governo Luiz Inácio Lula da Silva com boas notícias no campo econômico ou se será obrigado a pausar a redução da Selic às vésperas do primeiro turno das eleições.

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