Pressão, mágoas e sobrevivência: a decisão de Ciro de vetar Tereza na vice de Flávio
Presidente do PP sustenta a posição de neutralidade e frustra o PL, que terá de buscar rapidamente outro nome para compor a chapa presidencial
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Flávio Bolsonaro perdeu a que era considerada a melhor opção para a vaga de vice.
Ciro Nogueira, presidente do PP, vetou a senadora Tereza Cristina na composição da chapa presidencial encabeçada pelo PL. Em nota divulgada nesta sexta-feira, 31, o comando do Progressistas confirmou a posição de neutralidade na disputa pelo Planalto.
O barulho nas última horas com a possibilidade da chapa Flávio-Tereza animou aliados do candidato do PL. Até o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, entrou em campo para convencer a senadora a aceitar o convite, prometendo o apoio do Republicanos caso a articulação prosperasse.
Mas havia mais pressão do que chances reais de acordo. Ciro autorizou Tereza a conversar com Flávio, porém permaneceu irredutível. Como esta coluna noticiou, o dirigente está magoado com Flávio e não abriu espaço para mudar de posição.
Em Brasília, interlocutores classificam a movimentação de Tereza como um episódio de “amadorismo político”, por tê-la exposto desnecessariamente. O vaivém da senadora primeiro descartando e depois admitindo a possibilidade alimentou a expectativa entre aliados de Flávio, embora pessoas próximas de Ciro afirmem que ele jamais cogitou rever a neutralidade.
A decisão do presidente do PP também considera a própria sobrevivência política. Se liderasse uma aliança com o PL da família Bolsonaro, Ciro teria mais dificuldade para buscar a reeleição no Piauí, estado de maioria petista, onde o desgaste provocado pela operação da Polícia Federal que o atingiu já tornou o cenário mais desafiador.
Sem Tereza, Flávio perde uma oportunidade de ampliar o diálogo com os eleitores independentes, considerados decisivos para a eleição. Terá, agora, de encontrar outra alternativa para a vice. Resta pouco tempo.
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Entre o núcleo mais fiel do bolsonarismo, porém, a rejeição ao nome de Tereza tende a reforçar a narrativa de que a família Bolsonaro segue sendo perseguida pelo sistema.