Quaest: ACM Neto (de novo) ameaça a hegemonia do PT na Bahia
Candidato do União Brasil aparece à frente do governador, dentro da margem de erro. Apesar do envolvimento com o escândalo do Master, Jaques Wagner seria reeleito senador
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As eleições na Bahia vão repetir a disputa entre o PT local e o grupo de ACM Neto (União Brasil, ex-prefeito de Salvador e herdeiro político do ex-governador e ex-presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães, que morreu em 2007. Segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 29, a disputa este ano será entre ACM e o governador Jerônimo Rodrigues (PT), candidato à reeleição.
O levantamento mostra o ex-prefeito (39%) e o governador (38%) empatados tecnicamente no primeiro turno. No segundo, o candidato do União Brasil supera o petista por 43% a 39%, dentro da margem de erro, que é de 3 pontos percentuais.
Em 2022, Jerônimo venceu o primeiro turno por 49% a 40%. Na segunda rodada ele ganhou de ACM por 53% a 47%.
Jerônimo exerce o quinto mandato do PT na Bahia. A hegemonia eleitoral do partido na política local inclui as disputas para o Senado. Os três senadores com mandato atualmente foram eleitos dentro das alianças petistas: Otto Alencar (PSD) conquistou a vaga em 2022, Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (Republicanos) se elegeram em 2018.
Este ano, Coronel rompeu com o PT depois de ser preterido na chapa do governador e tenta o segundo mandato na principal aliança da oposição. Segundo a pesquisa Genial/Quaest, o ex-governador Rui Costa (PT), com 22%, e Wagner, com 16%, lideram a disputa.
Por esse resultado, Wagner conquistará mais um mandato para o Senado mesmo depois das revelações de sua relação com integrantes do grupo do banqueiro Daniel Vorcaro.
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Realizada no período de 23 a 27 de abril, a pesquisa ouviu 1.200 eleitores, em coleta domiciliar, tem margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.