A aposta de aliados: ou ‘a mão de Deus’ ou um Flávio igual ao pai
Diante das dificuldades até aqui, parlamentares próximos do pré-candidato admitem que a campanha terá de contar com um cenário extraordinário ou partir para o tudo ou nada
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Antes de Flávio Bolsonaro ressuscitar, nesta semana, o discurso do pai sobre as urnas eletrônicas, um aliado havia dito ao PlatôBR que “só a mão de Deus” fará o pré-candidato do PL vencer em outubro.
O desânimo tem uma lógica.
A disputa contra Lula seria apertada de qualquer jeito. A campanha teria de manter Flávio colado ao petista nas pesquisas para que ele chegasse a um eventual segundo turno em condições de vencer por uma margem apertada.
Para isso, nada de falar besteira. Nada de escândalos. Nada de brigas familiares ou de conflitos com aliados de peso.
O que aconteceu até aqui foi o contrário de tudo isso. A ponto de gente do mesmo grupo político não querer santinho nos estados com a imagem de Flávio.
O jogo não está jogado. Mas os próprios aliados admitem a dificuldade.
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A crença é a de que ou surge um pico inflacionário assustador e “a mão de Deus” ou Flávio vai partir para o tudo ou nada, deixando de lado qualquer moderação.