Governo recruta Ollie na disputa que pode mudar o destino da Vale

Em uma disputa entre a gestão petista e o mercado, eleição do novo presidente do conselho de administração da mineradora pode dar um ar estatal para uma das maiores companhias do país

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A tentativa de interferência do governo no comando do conselho de administração da Vale tem sido interpretada tanto no mercado quanto em setores da Esplanada dos Ministérios como uma “cartada” da presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, de se “cacifar” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva

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Com o trabalho frequentemente questionado no comando do maior banco público do país, Tarciana passou a oferecer ao petista mais poder no comando da mineradora ao tentar empurrar goela abaixo dos acionistas uma troca no comando do conselho de administração.

O poder do BB sobre os rumos da Vale se dá por meio da Previ, o fundo de pensão do banco, que detém cerca de 7% do capital da companhia.

A assembleia-geral extraordinária marcada para esta quarta-feira, 22, escolherá entre Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira, o Ollie, atualmente conselheiro independente e indicado para a nova função pela Previ, e Marcelo Gasparino, atual vice-presidente do colegiado.

Segundo pessoas que acompanham o imbróglio, o governo Lula quer ter mais poder sobre a gestão da Vale para influenciar, por exemplo, nas decisões sobre os investimentos da companhia em projetos de interesse da gestão petista. Em paralelo, há um esforço para resolver problemas de empresas camaradas, como adquirir a Bamin (Bahia Mineração) e uma mina de propriedade da J&F no Mato Grosso, comprada da própria Vale há quatro anos. 

Ollie, inclusive, participou de tratativas para que a Vale comprasse a mina da J&F e esteve em uma viagem para vistoriar o local com outros executivos da empresa. Essa visita passou a ser alvo de questionamentos sobre o cumprimento dos procedimentos de governança corporativa exigidos para a avaliação de potenciais operações estratégicas da mineradora.

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Ainda de acordo com espectadores atentos do processo, parte do plano passa por um ter um presidente do conselho de administração alinhado aos interesses do governo, inclusive para iniciar um processo de mudança da diretoria-executiva, com a substituição do atual CEO da Vale, Gustavo Pimenta.

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