Celulares de graça: ‘Não há espaço fiscal para nova despesa’, diz diretor do IFI
Flávio Bolsonaro surpreendeu apoiadores, sobretudo os liberais, ao prometer aparelhos de graça, caso seja eleito presidente
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Flávio Bolsonaro passou o fim de semana sendo criticado por ter apresentado, na sexta-feira, 17, uma proposta segundo a qual, se eleito, distribuirá celulares e oferecerá acesso gratuito à internet para mulheres e idosos.
As críticas mais duras partiram de apoiadores do próprio pré-candidato do PL à Presidência da República.
A coluna ouviu Marcus Pestana, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI).
“O grande calcanhar de Aquiles da economia brasileira é o desequilíbrio das contas públicas. O Brasil vai registrar, em 2026, 13 anos de déficits primários. Ou seja, o governo, mesmo excluindo a despesa com juros da dívida, gasta mais do que arrecada”, disse.
“A telefonia celular e a internet são hoje negócios privados dentro da lógica de mercado. Para dar gratuidade, só haveria uma forma: introduzir um subsídio público. Isso seria uma nova despesa. E não há espaço fiscal para isso. A não ser numa profunda reforma fiscal e orçamentária”, emendou o economista.
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Pestana acrescentou que será preciso ter “muita responsabilidade” na discussão do quadro fiscal brasileiro, ganhe quem ganhar em outubro.