Defeso eleitoral cria caos na Esplanada com incertezas e temores nos Ministérios
Com a restrição na propaganda pública nos três meses que antecedem a eleição, o governo tem dito problemas na comunicação interna
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O defeso eleitoral, período em que a propaganda pública é restringida nos três meses que antecedem a eleição, criou uma situação caótica na Esplanada dos Ministérios. Cada pasta interpreta a norma de maneira diferente, o que tem produzido decisões variadas sobre a forma de divulgação das ações do governo. Alguns órgãos decidiram, por exemplo, limitar a concessão de entrevistas coletivas até o fim do processo eleitoral.
Outros ministérios convocam jornalistas, mas as perguntas devem ser enviadas aos grupos de WhatsApp da assessoria de imprensa, não podem ser feitas ao microfone. Em outros casos, são realizadas transmissões ao vivo, porém o conteúdo não fica disponibilizado para consultas posteriores. Convites para participação em eventos públicos também têm sido rejeitados sob as mais variadas justificativas.
Segundo auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o real temor no governo é de que eventuais declarações de ministros, presidentes de estatais, autarquias e demais órgãos públicos sejam usadas como base para processos judiciais com a alegação de campanha antecipada.
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Com isso, tem ocorrido um apagão das canetas dos servidores públicos, que temem ser responsabilizados por eventuais deslizes que possam ser cometidos em pronunciamentos ou divulgação de informações.