Depois de acordo entre governo e oposição, o que falta para a votação da MP do Frete

O Planalto aceitou a exigência de bolsonaristas de anistiar caminhoneiros grevistas de 2022, mas ainda não há garantia de que o texto será levado ao plenário

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Na corrida contra o tempo para aprovar a medida provisória 1343/2026, conhecida com MP do Frete Mínimo, o governo aceitou a exigência da oposição de anistiar multas de caminhoneiros paralisados na greve de 2022, uma exigência dos bolsonaristas. Com o acordo encaminhado, falta convencer o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a levar o texto para a votação ainda nesta terça-feira, 14, e assim evitar que a medida perca a validade na próxima quinta-feira, 15.

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O acordo, segundo o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), também inclui dispositivos sobre o piso salarial dos caminhoneiros. A ideia é alterar o texto aprovado na Câmara, mas somente com emendas de redação. Dessa forma, o governo evita que o texto tenha que retornar à Câmara para nova votação.

A preocupação do Planalto é de que a não aprovação da medida robusteça o movimento grevista deflagrado na segunda-feira, 13. O acordo com a oposição é o trunfo do governo para que Alcolumbre inclua a MP na pauta.

Ao longo dos últimos três meses, uma das perguntas mais correntes nas conversas no Senado e no Palácio do Planalto foi sobre a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retomar o diálogo com o presidente do Senado, depois que o senador comandou  a derrota da indicação feita por Lula do nome do ministro Jorge Messias (Advocacia-Geral da União) para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

O gesto esperado
Agora, representantes de Lula no Senado esperam que o gesto de pautar a medida possa abrir caminho para que essa conversa ocorra. “Se destravar a MP do Frete, certamente esse diálogo, essa conversa entre eles vai ocorrer”, disse Randolfe na segunda-feira, 13.

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Da parte de Alcolumbre, não há garantia para a aproximação. Ele se irritou com as decisões do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), sobre as emendas parlamentares e os bloqueios de bens de Eduardo Cunha e Valdemar da Costa Neto. Para o presidente o Senado, a decisão tem objetivo de beneficiar o Planalto

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