Subprocurador pede ao TCU investigação sobre emendas relacionadas a Eduardo Cunha

Representação assinada por Lucas Rocha Furtado menciona o bloqueio de R$ 6 milhões do ex-deputado e a atuação da servidora Mariângela Fialek, que agiria com aval de Hugo Motta, segundo a Polícia Federal

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O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, Lucas Rocha Furtado, protocolou nesta segunda-feira, 13, uma representação pedindo a abertura de apuração sobre possível desvio de emendas parlamentares. O documento cita que a Polícia Federal identificou indícios de irregularidades e determinou o bloqueio de R$ 6 milhões atribuídos ao ex-deputado Eduardo Cunha.

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Segundo a representação, a servidora Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, teria atuado com “pleno aval” da presidência da Câmara à época para operacionalizar o pagamento das emendas, em meio à tramitação do chamado orçamento secreto. As mensagens analisadas começam em 5 de setembro de 2025 e indicam que a funcionária seria a responsável por coordenar a distribuição de recursos em nome de parlamentares ou de terceiros.

A representação chama atenção para trechos apagados por Tuca logo após a troca inicial de mensagens e para referências a outros nomes, como “tive ontem com o Arthur” e “o Hugo me ligou à noite”, que seriam referências ao ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) e a Motta, respectivamente.

Furtado destaca que parte do material seria de 2025, já sob a presidência de Hugo Motta, o que sugeriria a continuidade de canais informais de influência sobre a destinação das emendas mesmo após a mudança de comando na Câmara.

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Com base nos artigos 70 e 71 da Constituição, o procurador pede que o TCU requisite à Câmara documentos e registros eletrônicos do período, ouça os envolvidos e apure eventual dano ao erário. Ele solicita ainda que, confirmados os indícios, os responsáveis sejam responsabilizados e que a representação seja encaminhada à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal caso haja repercussão penal.

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