Emendas parlamentares: os pontos em comum entre Valdemar e Eduardo Cunha

Os dois políticos determinavam a destinação de recursos do orçamento, segundo as investigação da Polícia Federal, embora sem exercer mandatos no Congresso

Publicidade
Carregando...

Foram as conversas identificadas pela Polícia Federal no celular de Mariângela Fialek, funcionária da Câmara conhecida por Tuca, que levaram o ministro do STF Flávio Dino aos dois alvos principais das investigações reveladas na semana passada sobre a destinação de emendas parlamentares. Esse é um dos pontos em comum entre o presidente nacional no PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, ambos suspeitos de atuação irregular em relação à aplicação desses recursos públicos.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

Nas investigações da PF, os dois aparecem na mesma condição: determinam os repasses das emendas segundo seus interesses, embora não exerçam mandatos no Congresso.

Outros elementos unem os dois políticos. Ambos estão sem mandato depois de envolvimento em rumorosos escândalos. Cunha foi cassado em setembro de 2016, após mentir à CPI da Petrobras, negando ser titular de contas no exterior. Condenado no esquema do mensalão, Valdemar só escapou da cassação em 2013 renunciando pouco antes da abertura do processo.

Atualmente, o dois ex-congressistas estão do mesmo lado no apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Planalto.

Dino decidiu bloquear bens dos dois ex-deputados que, de acordo com a decisão, controlaram os repasses de dinheiro do orçamento da União, com indícios de beneficiamentos deles próprios. O ministro mandou bloquear até R$ 6,15 milhões de Cunha. De Valdemar, o ministro determinou o bloqueio de até R$ 119 milhões. 

Aval de Motta
O ministro do STF quer explicações do presidente da Câmara, Hugo Motta (Repubicanos-PB), sobre os motivos de Tuca ter permanecido na Câmara, mesmo tendo sido alvo de busca em dezembro de 2025, quando a Polícia Federal vasculhou o local de trabalho dela na liderança do PP, endereço que ganhou fama como “QG das emendas”. Para o ministro, Motta avalizava os procedimentos de Tuca, que já foi assessora de outro ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

O inquérito aponta diálogos inusitados, como o de Cunha reclamando de prefeitos mineiros que queriam um ofício para deixar registrado a abordagem para a distribuição de dinheiro. “Boa tarde, desculpa, mas eu não aguento mais esses mineiros enrolados. Troca a de Governador Valadares por essa, pois lá também criaram caso pedindo ofício etc. É mais fácil trocar”, escreveu Cunha, que se filiou ao partido de Motta e tem se colocado como pré-candidato à deputado federal.

Tópicos relacionados:

reportagem

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay