Por que um deputado quer enquadrar o MST na lista de terroristas dos EUA

Autor de pedido de convocação de ministro para depor na Câmara, parlamentar apoia medida do governo Trump e compara o movimento do campo às facções criminosas

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O deputado Evair de Melo (PP-ES) contesta as informações do ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) sobre a possibilidade de que os Estados Unidos usem a decisão unilateral de enquadrar facções brasileiras como terroristas como pretexto para uma ação militar no país.

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Apoiador de Flávio Bolsonaro e ex-líder na Câmara do governo passado, Melo disse apoiar a decisão norte-americana e defende que a medida seja ampliada para o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).

“Apoio integramente a decisão dos Estados Unidos de enquadrar o PCC e CV como terroristas e acho que eles teriam também que incluir o MST nessa lista. Lembra que o MST se ofereceu como milícia armada para lutar com o Maduro na Venezuela?”, disse o parlamentar, autor do requerimento que convocou o ministro para prestar esclarecimentos à Comissão de Relações Exteriores da Câmara. “Isso é relação internacional com ditadores e narcotráfico. Eles operam hoje em rede internacional, com lavagem de dinheiro, envolvimento com crime, tráfico de armas”, argumentou.

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O parlamentar se referia à Brigada Apolônio de Carvalho, braço do movimento rural que desde 2006 atua em conjunto com movimentos camponeses no país vizinho. A relação começou após a visita do ex-presidente Hugo Chávez a um assentamento do MST em Tapes, no Rio Grande do Sul, durante o Fórum Social Mundial de Porto Alegre, em 2005. Em janeiro deste ano, quando os Estados Unidos invadiram o país e capturaram Nicolás Maduro, o MST avaliou o envio de militantes para reforçar ações em defesa do governo e do povo local.

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