As reações dos bancos e do governo após sanção dos EUA contra envolvidos com PCC

Para auxiliares de Lula, a gestão de Donald Trump concentrará esforços, ao longo dos próximos meses, em tomar decisões que possam afetar pessoas e empresas brasileiras

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Após o governo dos Estados Unidos sancionar dois brasileiros, três empresas sediadas em São Paulo e outra firma baseada em Portugal, sob a justifica de envolvimento com o PCC (Primeiro Comando da Capital), os bancos brasileiros iniciaram um pente-fino nos sistemas, afirmaram ao PlatôBR executivos das maiores instituições financeiras do país. A ordem é para que contas correntes, de investimentos e quaisquer outros serviços prestados para as pessoas e empresas punidas pelos EUA sejam encerrados, como determina a lei vigente no país. 

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Além disso, as movimentações financeiras dos envolvidos estão sob análise para que eventuais inconsistências ou transações suspeitas sejam repassadas ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), à Polícia Federal e aos demais órgãos de controle. A avaliação entre banqueiros é que a imprevisibilidade e a falta de detalhes sobre os processos que levaram às sanções são fatores de risco para o Brasil.

“Dada a subjetividade do governo americano, não está claro até que ponto isso será usado contra outras empresas e pessoas, com possíveis contornos e vieses políticos. Esse ambiente imprevisível leva à especulação, que se reflete no preço dos ativos”, afirmou um deles. No Brasil, a B3 encerrou o pregão em baixa e o dólar subiu, diante das incertezas decorrentes das sanções. 

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Em Brasília, auxiliares do presidente Luiz Inácio da Silva e integrantes da equipe econômica avaliaram que a gestão de Donald Trump concentrará esforços, ao longo dos próximos meses, em tomar decisões que possam afetar pessoas e empresas brasileiras, com o intuito de desestabilizar o país.

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