O efeito da guerra do Oriente Médio na economia global, segundo o Banco Mundial

Estimativa da instituição financeira prevê que uma queda do crescimento global para 2,5% em 2026, o que representa uma desaceleração em relação aos 2,9% registrados em 2025

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A guerra no Oriente Médio deve desacelerar o crescimento global para a taxa mais baixa desde o início da pandemia de coronavírus, em meio a preços de energia mais altos, inflação mais acentuada e aumento dos custos de empréstimos, segundo o relatório Perspectivas Econômicas Globais do Banco Mundial, divulgado nesta quinta-feira, 11. 

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A previsão é que o crescimento global caia para 2,5% em 2026, o que representa uma desaceleração em relação aos 2,9% registrados em 2025. Segundo a instituição financeira, as previsões para dois terços das economias foram rebaixadas em relação a janeiro deste ano. Em 2027, o crescimento global deve melhorar e atingir 2,8%, mas ainda 0,4 ponto percentual abaixo da média observada durante a década de 2010.

O Banco Mundial ainda alerta que até 2028 as economias em desenvolvimento, com exceção da China e da Índia, terão vivido coletivamente quase uma década sem progresso na redução da diferença de renda per capita em relação às economias avançadas, segundo o relatório.

Estreito de Ormuz
De acordo com o documento, o fechamento do Estreito de Ormuz afetou negativamente os mercados de energia. As projeções indicam que o barril de petróleo bruto Brent fechará o ano de 2026 a um preço médio de US$ 94, 36%, acima dos níveis de 2025. A previsão é que os preços dos fertilizantes aumentem de forma significativa este ano, com efeitos indiretos nos preços dos alimentos. Em conjunto, essas pressões estão elevando a inflação global, que deve atingir 4,0% este ano um aumento substancial em relação aos 3,3% de 2025. 

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No entanto, os riscos negativos são significativos. Se as interrupções no fornecimento de energia forem mais graves do que o previsto e vierem acompanhadas por uma crise financeira, o crescimento global pode cair para apenas 1,3% em 2026, o que elevaria a inflação para 4,4%.

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