Líderes não cumprem ordem de Alcolumbre sobre a CPI da Pedofilia

Representantes dos partidos apontam dificuldades em apresentar nomes devido à pré-campanha e ao esvaziamento do Senado

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Duas semanas depois de serem cobrados em plenário pela indicação de membros para a CPI da Pedofilia, nenhum líder partidário apresentou nomes para compor a comissão, que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pretendia instalar na quarta-feira da semana passada.

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A criação do colegiado atende a um pedido do senador Magno Malta (PL-ES) e da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que têm feito uma parceria com o presidente do Senado para a aprovação ou discussão das chamadas pautas de costumes, usadas como bandeiras das campanhas de conservadores e religiosos. Nem mesmo os partidos de Damares e de Malta haviam indicado seus representantes para a comissão até a manhão desta terça-feira, 9.

O líder do PSD, maior bancada no Senado, Omar Aziz (AM), apontou dois motivos para o não atendimento do pedido de Alcolumbre. O principal é a falta de interesse dos senadores em participar de uma comissão nesse momento em que dois terços do Senado estão investindo na eleição. “Tem que ver quem quer ir para a CPI porque a maioria vai se candidatar e não quer participar de CPI. Ou seja, têm 54 senadores que são candidatos e é preciso saber quem se propõe a ir”, disse Aziz ao PlatôBR.

Esvaziamento
Outro problema, segundo Aziz, é o longo tempo de esvaziamento do Senado imposto pelo próprio Alcolumbre. “Não indiquei porque essas coisas não podem ser feitas por telefone. Nós estamos fora, não conversamos com os senadores. A maior parte das reuniões tem ocorrido de forma semipresencial”, reclamou. “Nesta semana, que o presidente chamou esforço concentrado, vou conversar com a bancada para ver se alguém está querendo participar”, disse o senador.

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As lideranças esperam que Alcolumbre realize nesta semana uma reunião com os partidos para definir a tramitação da PEC (proposta de emenda à Constituição) sobre o fim da escala 6×1. No entanto, essa reunião ainda não foi convocada. A proposta, aprovada na Câmara há duas semanas, ainda precisa ser enviada à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) para continuar a tramitação no Congresso.

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