O namoro entre o MDB e o PT de Minas Gerais em torno do palanque de Lula
Os presidentes nacionais dos dois partidos se reuniram nesta quarta-feira em Belo Horizonte para conversar sobre uma possível aliança para a disputa pelo governo do estado
compartilhe
SIGA
O pré-candidato do MDB ao governo de Minas Gerais, Gabriel Azevedo, aponta uma conjunção de fatores que podem determinar a aproximação entre o MDB o PT no estado para a formação de uma chapa para sustentar o palanque de Lula. Um dos principais argumentos desse movimento é o fato de que a petista Marília Campos, ex-prefeita de Contagem, não quer ser candidata ao governo. Ela é o nome mais bem posicionado nas pesquisas para disputar uma vaga no Senado.
Azevedo não quer abrir mão de ser o cabeça de chapa e alega ter lançado o seu nome desde o ano passado, com o apoio do presidente nacional da legenda, Baleia Rossi (MDB-SP). Ex-vereador de Belo Horizonte, ele confirmou ao PlatôBR a costura que vem sendo feita em conversas assíduas com Marília. “Se eu não quero ser candidato ao Senado e ela não quer ser candidata ao governo, temos um caminho”, disse o emedebista.
Nesta quarta-feira, 3, a possibilidade de aproximação entre os dois partidos em Minas teve um passo importante. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, foi a Belo Horizonte e almoçou com Azevedo e com Baleia Rossi. “Promovemos um bom diálogo”, disse o pré-candidato em suas redes sociais, referindo-se às três horas de conversa entre os dirigentes partidários.
A conversa agora depende do PT de Minas Gerais, partido que após a desistência do senador Rodrigo Pacheco (PSB) em se candidatar ao governo a pedido de Lula, aprovou uma resolução para lançar candidatura própria.
Outros nomes
Entre os cotados para a disputa no estado, pelo menos dois deles não desejam encarar a candidatura ao governo: Marília e o deputado Reginaldo Lopes, que pretende concorrer à reeleição para deputado federal. O deputado Rogério Correia também chegou a ser cogitado para a missão, mas é outro que quer tentar mais um mandato na Câmara. A reitora da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Sandra Goulart, é novata na política e não tem robustez eleitoral.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Gabriel Azevedo foi vereador de Belo Horizonte (MG) por dois mandatos, presidente da Câmara da capital mineira e ficou em quarto lugar na última eleição para prefeito de BH. Ele iniciou a carreira política na militância do PSDB, depois se filiou ao nanico PHS, em seguida ao Patriota e por fim ao MDB, sigla pela qual disputou a eleição de 2024.