Lula e Flávio disputam quem é mais amigo de Trump, diz pré-candidata ao Planalto

Samara Martins é o nome escolhido pela Unidade Popular, legenda socialista, para a corrida ao Planalto e aparece nas pesquisas tecnicamente empatada com políticos mais conhecidos, como Ronaldo Caiado e Romeu Zema

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Socialista e feminista, Samara Martins surpreendeu membros de seu próprio partido, a UP (Unidade Popular), ao aparecer nas pesquisas de intenção de votos para presidente da República tecnicamente empatada com nomes mais conhecidos da política brasileira, como os ex-governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD).

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Em levantamentos feitos pelo Datafolha, por exemplo, ela aparece na faixa de 3% nas preferências do eleitorado, mesmo patamar dos dois ex-governadores e do pré-candidato do Missão, Renan Santos. 

Única mulher na corrida presidencial, Samara nasceu em Minas Gerais, mas reside no Rio Grande do Norte. Ela é casada, mãe e trabalha como dentista na rede pública de saúde. O partido pretende confirmar seu nome como candidata ao Palácio do Planalto na convenção marcada para o dia 16 de julho. Samara apresenta uma candidatura “totalmente à esquerda” e é nesse ponto que critica o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para ela, o petista faz política de “conciliação de classes”.

Na página oficial, a UP se apresenta como um partido “radicalmente defensor do socialismo”. Nessa linha, o programa da legenda tem como primeiro ponto o “controle social de todos os monopólios e consórcios capitalistas e dos meios de produção nos setores estratégicos da economia”. Também defende a “nacionalização do sistema bancário”, o “controle popular do sistema financeiro” e a “reestatização das estatais privatizadas.

As propostas de Samara incluem: aumento em 100% o salário mínimo; suspensão do pagamento da dívida pública e auditoria da dívida; revogação do arcabouço fiscal de Fernando Haddad, comparável ao teto de gasto do governo de Michel Temer. 

“Enfrentamento”
Ao falar sobre a questão internacional, tendo como pano de fundo o anúncio feito pelo Departamento de Estado dos EUA declarando o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas, ela não poupa críticas às posições adotadas por Lula e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), os dois nomes mais bem posicionados nas pesquisas eleitorais.

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“As duas principais pré-candidaturas estão disputando quem é mais amigo do Donald Trump, que em nossa opinião é um inimigo do povo, é o ditador do mundo e a representação do que é o capitalismo e que vem tentando jogar suas garras a todos os países que ele considera menores do que os Estados Unidos. Nossa candidatura é de enfrentamento a isso”, disse Samara em conversa com o PlatôBR.

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