Pacote eleitoral: ‘bondades’ de Lula ultrapassam R$ 221 bilhões de olho na reeleição

Medidas de estímulo econômico anunciadas pelo governo devem levar a uma revisão nas expectativas de crescimento do PIB

Publicidade
Carregando...

O pacote de medidas adotadas pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva para turbinar a popularidade de olho na reeleição totaliza, pelo menos, R$ 221,2 bilhões. O montante foi levantado pelo PlatôBR com base em medidas anunciadas pelo governo ou aprovadas pelo Congresso em 2025 e 2026, com efeitos práticos neste ano de eleição.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

O “kit eleitoral” do petista considera a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, programas de crédito para a compra de veículos, linhas de financiamento para reformas e para a compra da casa própria, o novo consignado para trabalhadores com carteira assinada e as novas versões de programas sociais para a compra do botijão de gás e para reduzir a conta de luz. 

Confira abaixo as medidas e as estimativas correspondentes de gastos ou de injeção de recursos na economia:

  • Isenção de Imposto de Renda (R$ 33,5 bilhões)
  • Crédito para aquisição de caminhões e ônibus (R$ 31,2 bilhões)
  • Crédito para motoristas de aplicativos e taxistas (R$ 30 bilhões)
  • Crédito consignado para trabalhadores do setor privado (R$ 30 bilhões)
  • Programa para reforma de casas (R$ 24,8 bilhões)
  • Programa de renegociação de dívidas (R$ 22 bilhões)
  • Crédito subsidiado para empresas exportadoras (R$ 21 bilhões) 
  • Recursos extras do Fundo Social para MCMV (R$ 20 bilhões)
  • Programa Gás do Povo (R$ 5,1 bilhões)
  • Programa Luz do Povo (R$ 3,6 bilhões)

A injeção de recursos deve ter reflexos diretos sobre o o PIB (Produto Interno Bruto). Enquanto a mediana das estimativas apresentada no Boletim Focus do Banco Central aponta para um crescimento de 1,85%, parte do mercado iniciou um processo de revisão para 2% ou mais.

O economista Rodolfo Margato, da XP, estima um crescimento mais baixo. Para ele, o impacto líquido das medidas de estimulo econômico sobre o PIB deve chegar a até 1,4 ponto percentual. Nem todos os recursos, sobretudo aqueles das operações de crédito, devem girar ao longo do ano, lembra Margato.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

“Ainda assim, uma parcela relevante desse conjunto deve se traduzir em maior consumo e investimento. Logo, em aumento do PIB de curto prazo. O balanço de riscos em torno da nossa projeção de crescimento econômico este ano (2,0%) está assimétrico para cima, a despeito dos efeitos adversos do conflito no Oriente Médio sobre a inflação e o espaço para cortes de juros”, afirma.

Tópicos relacionados:

reportagem

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay