Ganime: liberdade econômica ajuda a combater o crime

Ex-deputado relaciona burocracia, impostos e o avanço do poder paralelo. Ele também trata de mercado de trabalho, fim da escala 6x1 e eleições 2026

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Em entrevista ao PlatôBR, o ex-deputado federal Paulo Ganime, diretor-executivo da recém-criada Associação elo Livre Mercado, defendeu que a liberdade econômica pode ser uma ferramenta no enfrentamento ao crime organizado.

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Segundo Ganime, o excesso de regulação e a alta carga tributária acabam fortalecendo o chamado poder paralelo, que há tempos deixou de se restringir ao tráfico de drogas.

Ele argumenta que, em regiões onde o Estado é ausente, parte da população concluiu ser mais eficaz “resolver a vida da melhor forma possível” do que esperar pelas promessas de um “Estado paternalista”.

“Isso é liberdade econômica”, resumiu Ganime.

Assista à íntegra da entrevista:

Apps e escala 6×1

Ganime também afirmou que a complexidade do trabalho por aplicativos precisa ser enfrentada sem sufocar a inovação.

Segundo Ganime, as principais plataformas do setor só conseguiram crescer porque encontraram, ao menos em parte, um ambiente de liberdade econômica.

“Regulamentação em excesso trava demais. Talvez essas empresas nem existissem se a regulamentação fosse excessiva”, afirmou.

Ele acrescentou que, se o Congresso onde o debate está paralisado não encontrar o equilíbrio na regulamentação, o resultado pode ser o oposto do desejado: incentivar a reserva de mercado.

Na avaliação do ex-deputado, a mesma cautela deveria orientar o debate sobre o fim da escala 6×1.

“Essa é a discussão mais relevante? Não é ‘vamos acabar com a escala 6×1’, é ‘vamos mudar as regras’. O mundo está mudando, e o legislador está ficando para trás”, disse.

Eleições 2026

Ganime disse, ainda, acreditar que “algum nome da direita” vencerá a disputa presidencial de outubro.

“Eu apostaria em uma vitória da direita, talvez até com mais facilidade do que em 2018. Hoje, Flávio Bolsonaro aparece à frente, mas ainda há espaço para mudanças”, afirmou.

Ganime acrescentou que, mais uma vez, quem deverá determinar o resultado da eleição é “quem está no meio”, o eleitor de centro, mais sensível, no entender dele, ao cenário econômico.

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“E a economia não está bem”, disse, ao mencionar o endividamento recorde das famílias. “O endividamento é muito nítido. A percepção da economia é muito ruim.”

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