O aumento nos gastos e o bloqueio de R$ 23,7 bilhões no Orçamento de 2026

Anualmente, o mercado tem chamado a atenção para o fato de a equipe econômica fazer projeções aquém da realidade que obrigam a realização de cortes de recursos

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Estimar gastos aquém da realidade se tornou uma prática comum no terceiro mandato do governo Luiz Inácio Lula da Silva. A LOA (Lei Orçamentária Anual) é aprovada pelo Congresso e o mercado alerta que as despesas primárias sobretudo com previdência, BPC (Benefício de Prestação Continuada) e pessoal estão subestimadas. Foi assim em 2024, em 2025 e, agora, em 2026. 

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O Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do segundo bimestre deste ano, divulgado nesta sexta-feira, 22, informou que será necessário um bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões, decorrente do aumento na projeção de despesas obrigatórias. Com isso, o total de gastos discricionários bloqueados chega a R$ 23,7 bilhões. 

O maior crescimento nas despesas foi estimado no BPC, com alta de R$ 14,1 bilhões, e nos gastos previdenciários, com elevação de R$ 11,5 bilhões. 

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Mas nem esses bloqueios são suficientes para que o Brasil tenha superávit. O rombo nas contas públicas, segundo o relatório, subiu de R$ 59,8 bilhões para R$ 60,3 bilhões, o equivalente a 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto). Com os abatimentos de R$ 64,4 bilhões decorrentes das despesas com precatórios, em passe de mágica, o rombo se transforma em um superávit fictício de R$ 4,1 bilhões.

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