O roteiro da aprovação silenciosa na Câmara de um projeto desastroso
Votação discreta e com o aval de Hugo Motta mexe com eleições e contas partidárias
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Enquanto a política se distrai com a crise na candidatura de Flávio Bolsonaro, a Câmara aprovou, na noite dessa terça-feira, 19, um projeto que passou quase despercebido.
A proposta, aprovada pelos deputados, fragiliza o julgamento das contas de partidos e libera disparos de mensagens em massa já nas eleições deste ano, entre outras mudanças que favorecem as estruturas partidárias no país.
Vamos ao roteiro:
1. O projeto não estava na pauta. Foi incluído por Hugo Motta horas antes da sessão.
2. A proposta original não tratava desses temas.
3. Foi aprovado um requerimento de urgência, permitindo a votação diretamente no plenário, sem análise nas comissões.
4. O conteúdo que trata das contas partidárias e dos disparos em massa apareceu em um substitutivo.
5. A votação foi semipresencial: o plenário estava esvaziado, e os deputados puderam votar remotamente.
6. Hugo Motta deixou a sessão antes mesmo da votação.
7. O pedido de votação nominal não foi acatado, ou seja, os parlamentares não precisaram registrar individualmente os votos. É ano eleitoral.
8. Não houve defesa pública da proposta no plenário.
9. Apenas parlamentares dos partidos Novo, Missão e PSOL se manifestaram contra. Eles chamaram a atenção para o silêncio dos demais.
10. A proposta foi aprovada e agora segue para o Senado.
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Uma rasteira na surdina. Mais uma.