Quaest: o aumento na aprovação do governo após derrotas e reunião de Lula com Trump
A pesquisa ouviu 2 mil pessoas entre os dias 8 e 11 de maio em 120 municípios depois do encontro do petista com o presidente dos Estados Unidos
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As derrotas políticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso não representaram necessariamente fatores de desgaste para o governo na avaliação da população. É o que indica a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 13, que avaliou o desempenho do governo uma semana após o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), articular a rejeição do ministro Jorge Messias (Advocacia-Geral da União) para a vaga do STF e a derrubada do veto à Lei da Dosimetria.
A pesquisa ouviu 2 mil pessoas entre os dias 8 e 11 de maio em 120 municípios depois do encontro de Lula com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington. A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo e o nível de confiança é de 95%. O levantamento avaliou as derrotas no Congresso, o encontro de Lula com Donald Trump, o programa Desenrola e o escândalo do banco Master.
O desaprovação ainda é majoritária, mas houve melhora para o Planalto. O índice dos que desaprovam o governo caiu de 52%, registrados em abril, para 49% em maio. Entre os que aprovam, a taxa subiu de 43% para 46% e 5% não responderam. Além do encontro com Trump e do embate com Alcolumbre, os números foram coletados após o lançamento da nova fase do programa de socorro a endividados que prevê descontos de até 90% nas dívidas, juros reduzidos e uso do FGTS.
A pesquisa indicou ainda que as pessoas que acham que o governo está indo na direção errada caiu de 58% para 53%. Os que consideram que o governo está na direção certa marcaram 38%, contra 34% registrados em abril.
Lula melhorou a percepção de seu governo nas quatro regiões mais críticas a ele e manteve os percentuais positivos no Nordeste. No Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte, a desaprovação supera a aprovação, mas com redução da diferença. As regiões em que a desaprovação mais caiu foram a Centro-Oeste e Norte. Foi de 58% para 52%. A aprovação subiu de 36% para 42%.
A aprovação no Nordeste se manteve em 63% e entre os que desaprovam a taxa subiu um ponto percentual, dentro da margem de erro, passando de 32% para 33%. No Sudeste, a desaprovação do governo caiu de 58% para 54%. A taxa dos que aprovam subiu de 38% para 40%. No Sul, a desaprovação oscilou de 62% para 61% e a aprovação subiu de 32% para 35%.
A derrota do governo no Senado teve pouca repercussão junto à população. A pesquisa mostra que 61% dos entrevistados desconhecem a rejeição do nome escolhido por Lula para o STF. A decisão divide opiniões: 38% aprovam, 35% desaprovam e 27% não sabem, ou não responderam.
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Para 60% dos entrevistados, o encontro de Lula com Trump foi bom para o Brasil, 56% dizem que o petista foi amigável e 56% consideram que o presidente do Brasil deve ser aliado dos EUA. O Desenrola 2.0 é considerado uma boa ideia para 50%. Para 38% o programa vai ajudar muito a reduzir o endividamento, enquanto 27% acham que vai ajudar pouco e 33%, que não vai ajudar