Os riscos avaliados por Lula com uma possível transferência de Messias para a Justiça

O presidente não quer transparecer que a ida do advogado-geral da União para a pasta signifique vingança contra Davi Alcolumbre e, também, procura evitar que o discurso de autonomia da PF seja arranhado

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Desde que sofreu a derrota histórica imposta pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), o presidente Lula ainda não se manifestou sobre o futuro do ministro Jorge Messias (Advocacia-Geral da União), que teve o nome rejeitado para a vaga aberta no STF. No calor da decisão dos senadores, Messias chegou a indicar a intenção de deixar a AGU por causa do desgaste sofrido na tentativa de ser aprovado para o Supremo. O presidente, porém, não quis que nenhuma decisão fosse tomada de forma repentina.

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Messias deve ser recebido pelo presidente ainda nesta semana para uma conversa. Lula tem sido aconselhado por pessoas próximas a transferir o chefe da AGU para o cargo de ministro da Justiça. Membros do governo argumentam que essa seria uma forma de dar uma “chacoalhada” no cenário político e permitir que o presidente dê a volta por cima no episódio que o mostrou fraco diante do Congresso.

“O presidente não costuma ser vingativo, mas é uma possibilidade de dar uma chacoalhada na pasta e na própria situação política”, disse um interlocutor assíduo do presidente em conversa com o PlatôBR. Uma preocupação, no entanto, tem rondado Lula: não fazer nenhum movimento que denote “vingança” contra Alcolumbre, considerado o principal responsável pela derrota do Planalto. 

O temor decorre do fato de que a Policia Federal, que hoje investiga as fraudes envolvendo o banco Master e suas ligações com o mundo político, é subordinada à pasta da Justiça. Lula, nesse caso, precisa evitar suspeitas de que ele estaria colocando nas mãos de Messias exatamente as investigações que Alcolumbre tentou evitar que ocorressem na CPI Mista pedida pela oposição no Congresso. 

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Ao indicar o chefe da AGU para a Justiça, por essa avaliação, Lula incorreria em outro erro. O presidente poderia perder o discurso de autonomia da PF que ele sempre sustenta na comparação com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que na avaliação do governo teria interferido para direcionar investigações contra adversários e abafar apurações contra aliados, inclusive contra sua família.

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