Apesar de acordo, fantasma da CPI do Master ainda paira sobre Alcolumbre

Um novo requerimento de CPI foi protocolado, desta vez por parlamentares da esquerda, que querem investigar a relação do presidente do Senado com o banco de Daniel Vorcaro

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Durante a sessão que derrubou o veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria, o acordo do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), com líderes da direita ficou explícito nas falas dos parlamentares bolsonaristas que parabenizaram Alcolumbre pelo pacote de decisões, que também incluiu a rejeição da indicação do ministro Jorge Messias (Advocacia-Geral da União) para a vaga do STF. Ninguém, nem o próprio presidente do Senado, fez questão de esconder sua atuação. 

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Também ficou evidente o motivo do entendimento costurado por Alcolumbre: aliviar a pressão do pedido apresentado em janeiro pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ) para a criação de uma CPI mista que investigue a relação de políticos com as fraudes do banco Master.

Mesmo tendo atropelado o governo nas duas votações, Alcolumbre ainda terá de enfrentar complicações decorrentes do escândalo do Master. Além de levar para o STF a decisão sobre a redução de pena, parlamentares da esquerda apresentaram na quinta-feira, 30, mais um instrumento de pressão contra o presidente do Senado. Um novo requerimento de criação de uma CPI Mista, encabeçado pelas deputadas Heloisa Helena (Rede-AL) e Fernanda Melchiona (PSOL-RS), reuniu assinaturas de 181 deputados e 35 senadores e foi protocolado na mesa diretora do Congresso. 

Para se livrar da obrigação de ler o requerimento, Alcolumbre terá novamente que segurar a convocação de sessões conjuntas, da mesma forma que agiu antes de fechar o acordo com os parlamentares de direita. No governo, a ordem é não romper o diálogo com Alcolumbre e “aguardar” os acontecimentos. Um dos fatores considerados é que as atitudes do presidente do Congresso teriam desagradado ao relator do processos do Master no STF, o ministro André Mendonça, que apoiava Messias para a vaga aberta em outubro do ano passado com a saída de Luís Roberto Barroso. 

O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), também atribuiu a rejeição do nome de Messias e a derrubada do veto ao acordo firmado entre a oposição, o Centrão e Alcolumbre, para que o Congresso não instale a CPI do Master. De acordo com Uczai, a prova de que esse acordo foi firmado foi a falta de cobrança de Jordy para que seu requerimento fosse lido no plenário, ato que configura a criação do colegiado.

Jordy disse ao PlatôBR que vai esperar a próxima sessão do Congresso e que teve acesso, por meio do senador Jorge Seif (PL-SC), à lista de assinaturas dos líderes que participaram da articulação feita pelo presidente do Senado.

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Pelo regimento, o presidente do Congresso precisa ler o pedido protocolado com os apoios necessários na primeira sessão do Congresso após a apresentação. Alcolumbre, no entanto, convocou a sessão com pauta única para a derrubada do veto, ponto que o governo deverá agora questionar junto ao STF.

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