Quem é o assessor exonerado que viralizou ao interromper líder da direita na Câmara

Lotado no gabinete de André Janones, Bernardo Moreira foi detido na Câmara após confusão e desligado logo depois por Hugo Motta após repercussão

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O secretário parlamentar Bernardo Moreira Amado Barros foi exonerado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), no fim da noite de quinta-feira, 30, após interromper uma entrevista do líder da oposição, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), à GloboNews. O episódio ocorreu no Salão Verde pouco depois da derrubada ao veto do presidente Lula (PT) ao projeto da dosimetria. Enquanto o deputado comentava ao vivo o resultado, Bernardo esbravejou: Anistia é o [menciona um palavrão]. Lula reeleito. 

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Moreira ocupava um cargo comissionado no gabinete de André Janones (Rede-MG) e recebia salário mensal de R$ 7.960,44, de acordo com dados da Câmara dos Deputados. Nas redes sociais, onde tem grande projeção, se apresenta como gestor de Políticas Públicas pela UnB (Universidade de Brasília) e também defensor de um Brasil desenvolvido e menos desigual. Apenas no Instagram, o influenciador reúne mais de 414 mil seguidores. Hugo Motta justificou a exoneração ao mencionar que Moreira seria “reincidente”.

Antes da nova confusão, o ativista ganhou destaque por provocar o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), a quem chamou de chupetinha durante uma agenda nas alas das comissões. Por causa da situação, além de proibir o acesso do influencer na Casa, o deputado processou o desafeto, mas acabou derrotado na Justiça.

Bernardo Moreira é pré-candidato pelo PSB a uma das cadeiras na CLDF (Câmara Legislativa do Distrito Federal). Nascido em Brasília, costuma usar os perfis para provocar expoentes da direita e do centrão, e, da mesma forma, criticar bandeiras conservadoras. Recentemente, além da dosimetria, o influenciador mirou no escândalo do Banco Master, o envolvimento do BRB no episódio e expõe os envolvidos nos atos do 8 de janeiro de 2023.

Sobre o mais recente episódio, o deputado Cabo Gilberto afirmou ter sofrido ato de covardia e desrespeito praticado” pelo então secretário parlamentar. O líder da direita classificou, ainda, a conduta do assessor de Janones como “inaceitável”. Por sua vez, Bernardo Moreira negou ter atacado pessoalmente a honra do parlamentar. Para a Polícia Legislativa, comissionado resumiu sua conduta como manifestação política, democrática, apesar de contrária ao resultado registrado na votação no Congresso.

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