Flávio Bolsonaro apoia, mas não vai se unir a Zema no embate com Gilmar Mendes
No entorno do pré-candidato do PL, há a avaliação de que ele pode se beneficiar indiretamente, sem precisar estar na linha de frente
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Flávio Bolsonaro vai assistir de camarote ao embate entre Romeu Zema e Gilmar Mendes.
Na última quarta-feira, 22, o pré-candidato do PL à Presidência se solidarizou com Zema, mas não pretende ir além.
Para vencer em outubro, em mais uma eleição apertada, que pode ser decidida em detalhes, Flávio precisa capturar votos de eleitores de centro que se afastaram do clã Bolsonaro.
Se embarcar na estratégia de Zema, dará passos atrás na tentativa de se apresentar como um “Bolsonaro moderado”.
Flávio pode até voltar a usar o termo “ativismo judicial”. A chance, porém, de adotar o mesmo tom do ex-governador de Minas é praticamente nula.
Ele quer ser visto como alguém que conversa, negocia e dialoga até, veja só, com o Supremo Tribunal Federal.
Como a coluna já noticiou, o embate com Gilmar reduziu drasticamente a chance de Zema ser vice de Flávio. Para alguns, essa possibilidade simplesmente deixou de existir.
No entorno de Flávio, a avaliação é de que a postura de Zema faz sentido: quem está atrás na disputa precisa se diferenciar para ganhar visibilidade, e ter Gilmar Mendes como “cabo eleitoral” pode funcionar num momento em que o STF está no centro do debate.
Ainda assim, ninguém sabe como o embate vai terminar nem se os acontecimentos desta semana se traduzirão, de fato, em mais intenção de voto para Zema.
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No fundo, Flávio celebra o que Zema tem feito: é um movimento que ele próprio não pode protagonizar, mas que pode beneficiá-lo indiretamente.