Celina troca chefias de órgãos e se afasta das crises do Master e de ex-secretário
Decisão atinge áreas de previdência e saúde com histórico de vínculos à gestão econômica anterior e às investigações da PF
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Na mais nova ofensiva contra a crise do Banco Master, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), decidiu trocar o comando do Instituto de Previdência dos Servidores (Iprev-DF) e do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores (Inas-DF). A mudança foi oficializada na segunda-feira, 20, e ocorre após Valdivino Oliveira assumir o comando da Secretaria de Economia. Antes, a atual titular do Palácio do Buriti determinou a exoneração de gestores do BRB (Banco de Brasília) envolvidos nas transações que favoreceriam a entidade investigada.
Além da conexão com a instituição do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, a dança das cadeiras coincide com órgãos asociados ao comando de Ney Ferraz. Ele ocupava a pasta de finanças até ser condenado pelo TJDFT, no ano passado, a 9 anos e 9 meses por corrupção e lavagem de dinheiro. O ex-secretário mantinha boa relação com Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB e preso pela PF pelo suposto recebimento de propina para facilitar os objetivos do principal alvo da operação da Polícia Federal
Com o decreto, Raquel Galvão Rodrigues da Silva foi exonerada da presidência do Iprev-DF e deu lugar ao auditor de controle interno Geraldo Lourenço de Almeida, ex-secretário de Governo no governo-tampão de Brasília de 2010. Da mesma forma, no Inas-DF, Rodrigo Ramos Gonçalves foi substituído por Pablo Vieira de Castro.
Entenda
Investigações recentes apontam suspeitas de que o Iprev-DF teria investido cerca de R$ 6,5 milhões em fundo ligado à Trustee DTVM, entidade associada ao Banco Master e citada em operações da PF. Essa mesma gestora teria ligações com Maurício Quadrado, ex-sócio de Vorcaro e com patrimônio vinculado a fundo do empresário Nelson Tanure.
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No caso do Inas-DF, embora fora do atual escândalo financeiro, o TCDF (Tribunal de Contas do DF) havia solicitado, no ano passado, apuração após o Ministério Público apontar possíveis falhas na prestação de serviços do GDF Saúde. O braço do governo comanda o plano de saúde que é exclusivo dos servidores do governo distrital.