O recado direto de Michelle ao ser desafiada por um correligionário do PL
Distante das articulações da sigla, Michelle marca território ao reafirmar aliança pela reeleição de Celina Leão ao governo do DF
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Desde que se distanciou dos holofotes, especialmente após atritos com enteados, Michelle Bolsonaro ressurge quando precisa marcar território na política. O episódio mais recente foi para enquadrar Izalci Lucas, que nutre expectativa de disputar o governo do Distrito Federal. O plano do senador se choca com o da ex-primeira-dama, que fechou apoio à reeleição da atual governadora Celina Leão (PP), com respaldo de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL.
Michelle usou as redes sociais para assegurar que o caminho do partido está definido e disse desconhecer qualquer entendimento interno para que a sigla mude a rota atual. Líder nas pesquisas para o Senado, Michelle evita compromissos públicos, mas uma das exceções foi para prestigiar a amiga quando ela assumiu oficialmente o governo do Distrito Federal. Filiado ao PL, Izalci reconhece não ser a primeira opção da sigla, mas seguirá com a pré-candidatura até a data da convenção partidária. “Até lá, o PL poderá avaliar o nome mais competitivo e vou trabalhar para ser o meu”.
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A persistência para liderar um projeto paralelo é arriscada e Izalci sabe disso. Michelle pouco interfere nas composições do partido desde o constrangimento pelo qual passou quando foi desautorizada publicamente por Flávio Bolsonaro. A ex-primeira-dama criticou, em novembro, a aproximação do PL da candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará. Ela não esquece quando o ex-ministro chamou Jair Bolsonaro de “ladrão”. Flávio não se desculpou publicamente. Desde então, Michelle despreza a pré-campanha do enteado ao Planalto. Embora Eduardo tenha cobrado publicamente o engajamento da madrasta, ele nunca recebeu resposta.