O que a direita espera de Romário na volta ao Senado

Ex-jogador retoma mandato enquanto disputa pelo governo do Rio se intensifica entre PL e PSD, com decisão pendente no Supremo

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Após quatro meses de afastamento, Romário (PL) reassume o mandato de senador na próxima semana em meio a uma da maiores crises políticas do Rio de Janeiro. Desde a renúncia de Cláudio Castro, a linha sucessória foi interrompida, pois o vice-governador, Thiago Pampolha, deixou o cargo para assumir cadeira no TCE (Tribunal de Contas). O então presidente da Alerj (Assembleia Legislativa), Rodrigo Bacellar, teve o mandato cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). 

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Enquanto Romário esteve fora, o mandato no Senado foi exercido pelo suplente Bruno Bonetti, presidente do diretório municipal do PL na capital fluminense. Com o retorno do titular, o dirigente volta a integrar o núcleo estratégico do partido, o que inclui o projeto de manter a direita no comando estadual.

Conhecido pelos dribles de pautas mais radicais, Romário integra a lista, feita por uma aliado, de defensores do deputado estadual Douglas Ruas. O deputado é a aposta do grupo bolsonarista para a sucessão de Cláudio Castro. Sem a certeza do futuro, o martelo será batido apenas após a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que analisa até os próximos dias o modelo que deve eleger o governo interino fluminense até 31 de dezembro.

Sem a esperada definição do Judiciário, Romário tende a ser uma cartada da direita ao usar a fama de jogador da seleção de futebol para projetar a popularidade de Ruas no eleitorado. Para os aliados, a investida serviria também para ajudar a conter as investidas do PSD, principal opositor da direita. Legenda de Eduardo Paes, o PSD trabalha para enfraquecer os planos do PL e, de quebra, garantir o ex-prefeito do Rio na disputa pela principal cadeira do Palácio Guanabara.

Até agora, a maioria do STF entende que o mandato-tampão deverá ser ocupado pelo candidato escolhido em eleição indireta realizada com votação aberta pelos deputados estaduais do Rio. Se a tendência for confirmada, a tese tende a favorecer a direita, uma vez que o grupo bolsonarista acumula a maior bancada entre os integrantes da Alerj.

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