Eleições no Rio: os primeiros votos e divergências no julgamento pelo STF

Zanin defende escolha pela população e questiona renúncia de Castro; Fux apoia eleição indireta diante da proximidade do calendário eleitoral

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O primeiro dia do julgamento que definirá o modelo de escolha do novo governador do Rio de Janeiro após a renúncia de Cláudio Castro dividiu o STF (Supremo Tribunal Federal). O ministro Cristiano Zanin reiterou voto pela realização de eleições diretas e indicou a possibilidade de unificar o pleito em outubro. Em posição oposta, o relator da ação, ministro Luiz Fux, defendeu eleições indiretas ao citar a proximidade do calendário eleitoral e reconhecer a renúncia do então governador ocorrida na véspera da condenação pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

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Com a suspensão do julgamento, o placar está em 1 a 1. A análise deve ser retomada nesta quinta-feira, 9, com o voto do ministro Flávio Dino. A decisão da Corte estabelecerá se a escolha do novo governador caberá ao eleitorado ou à Assembleia Legislativa, o que poderá impactar diretamente no desenho político fluminense neste ano.

Zanin voltou a tratar a renúncia de Castro como tentativa de afastar efeitos de uma decisão judicial. Para o ministro, o ato não pode produzir consequências que eliminem sanções reconhecidas pelo TSE. Ao sustentar a via direta, o magistrado indicou que a Corte também precisará definir o momento do pleito e a condução do governo até a data da votação.

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Desde a cassação do ex-governador pela Justiça eleitoral, o Rio de Janeiro está sem comando legitimado. Pela linha sucessória, o chefe do Legislativo estadual assumiria a cadeira, mas o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), também foi cassado na mesma ação por abuso de poder econômico e político. Atualmente, o comando do governo estadual está com o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto, em caráter interino, até a votação que definirá o novo mandatário do estado.

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