Crise no PT: o que pode acontecer com a aliança de apoio a Lula no Rio Grande do Sul

Intervenção da cúpula nacional no diretório estadual para forçar apoio a Juliana Brizola provoca reação dos dirigentes petistas locais e pode mexer em acordo dos partidos de esquerda

Publicidade
Carregando...

A montagem do palanque que defenderá o nome de Lula no Rio Grande do Sul abriu uma crise interna no PT. Uma disputa sobre as alianças no estado colocaram em lados postos o diretório estadual e a direção nacional do partido. Enquanto a cúpula nacional tenta levar a legenda para apoiar a pré-candidata do PDT ao Palácio Piratini, Juliana Brizola, as lideranças locais lançaram o nome do ex-presidente da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Edegar Pretto, na corrida pelo governo do estado. 

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

Entre os que resistem à orientação estão nomes importantes na história do partido, como os ex-governadores Olívio Dutra e Tarso Genro. A crise começou a ser desenhada no início deste ano, quando Lula recebeu no Palácio do Planalto a neta de Leonel Brizola, levada pelo ex-ministro Carlos Luppi (Trabalho).

O PDT exige a cabeça de chapa em nome da coligação nacional de apoio à reeleição do presidente. Sem entendimento entre os dois partidos no estado, o problema estourou nesta terça-feira, 7, depois que o GTE (Grupo de Trabalho Eleitoral) do PT se reuniu e recomendou que “a tática política no estado do Rio Grande do Sul deve estar alinhada à leitura nacional e internacional da conjuntura” e determinou “a construção de uma tática eleitoral conjunta com o PDT, e demais partidos do campo democrático, sob a liderança da companheira Juliana Brizola”.

Edegar Pretto foi avisado do encaminhamento pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, mas não aceitou de pronto a decisão. Ele pediu a convocação do diretório estadual, instância que articulou todos os apoios ao seu nome, para primeiro saber se a orientação será acatada. A reunião está prevista para o próximo sábado, 11. A ideia é levar a Porto Alegre a maior quantidade possível de apoiadores da candidatura espalhados por municípios gaúchos. Na avaliação de dirigentes locais, essa reunião pode ser tornar um grande manifesto contra a direção nacional.

Possibilidade de fuga
A candidatura de Pretto foi acordada entre o PT e um conjunto de partidos de esquerda no estado. No palanque acertado estavam a ex-deputada Manuela D’Ávila (PSOL), pré-candidata ao Senado, o ex-deputado Beto Albuquerque, que comanda o PSB no estado, além de representantes do PCdoB, PV e Rede. Caso a intervenção ocorra e a candidatura de Pretto seja descartada, o PSOL já decidiu que não apoiará Juliana e lançará como candidato o advogado Pedro Ruas.

Beto Albuquerque, que tirou o partido do governo de Eduardo Leite há um mês para entrar no projeto com o PT, disse ao PlatôBR que estará onde houver o maior grupo político de apoio a Lula e de oposição ao candidato apoiado por Leite ou do bolsonarismo. “Agora, esse grupo é o que está com Edegar”, afirmou. Ele reconhece o trauma que será a possível intervenção para forças estaduais. “Isso não se faz na véspera, depois de tudo construído. Isso poderia ser feito no ano passado, mas não aconteceu”, reclamou. “Estamos no apoio a Edegar e só nos resta agora esperar que o PT se resolva”, disse.

Manifesto
Na segunda-feira, 6, véspera da reunião do GTE, Edegar Pretto realizou um ato político, com o apoio de seis partidos, lançando seu nome para o governo. O evento teve um tom de protesto contra a direção nacional, prestes a intervir na condução estadual. Petistas como Olívio Dutra, Raul Pont, Tarso Genro, Ary Vanazzy, entre outros, discursaram em resistência à imposição.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

O PlatôBR procurou contato com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, que não retornou às ligações. O espaço segue aberto.

Tópicos relacionados:

reportagem

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay