Uso de cheque cai 97% desde 1995, mas movimentou R$ 472,7 bilhões em 2025
Dados do Banco Central mostram que no início da série história foram compensadas 3,3 bilhões de folhas. No no passado, o número chegou a 112,5 milhões
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O uso de cheques tem diminuído significativamente nos últimos 30 anos e, desde 1995, caiu 97%, segundo dados do Banco Central divulgados nesta semana. Embora os brasileiros usem menos folhas do talão, os volumes transacionados ainda são relevantes e totalizaram R$ 472,7 bilhões em 2025.
Os dados do BC mostram que em 1995, início da série histórica, foram compensados 3,3 bilhões de cheques. No ano passado foram 112,5 milhões de folhas.
Apesar de usarem menos os talões, os correntistas fazem opções pelos cheques para compras de maior valor, enquanto as transações menores e do dia a dia são feitas com o Pix. Em 2025, o valor médio nas transações com os documentos foi de R$ 4.199,77 ante R$ 3.800,67 de 2024.
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A queda consistente no uso do cheque reflete a consolidação dos meios digitais no dia a dia do brasileiro, especialmente com o avanço do Pix. Ao mesmo tempo, o tíquete médio mais elevado mostra que o cheque segue sendo utilizado, principalmente, em transações de maior valor e em contextos específicos em que ainda fazem sentido para o cliente, como, por exemplo, a utilização como caução para uma compra, afirmou Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban (Federação Brasileira de Bancos).