Montagem de equipe: quem já está confirmado na campanha de Lula

Grupo que vai comandar os trabalhos na tentativa de reeleição do petista será coordenado por Edinho Silva e terá novos integrantes nos próximos meses

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Embora alguns ministros e nomes históricos do PT estejam já trabalhando na fase de pré-campanha, até o momento, somente três nomes estão garantidos na equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que comandará  a tentativa de conquista de mais um mandato para o petista. Outros personagens ainda vão ser chamados mais à frente para integrar o grupo.

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O primeiro nome confirmado foi o do presidente nacional do PT, Edinho Silva, escolhido para ser o coordenador-geral. Por enquanto, Edinho tem conduzido as reuniões quase que semanais com representantes da “velha-guarda”, chamada pelo presidente para a fase de preparação da campanha.

O presidente do PT também tem mantido reuniões com outro nome já confirmado por Lula: o do publicitário Raul Rabelo, sócio em uma empresa de publicidade do ministro-chefe da Secom (Secretaria de Comunicação) do Planalto, Sidônio Palmeira, que ficará no governo até o fim do mandato. O publicitário será o marqueteiro da campanha. Lula também já havia escolhido o tesoureiro da campanha. Será José di Filippi Júnior, que já está atuando nesta fase de pré-campanha.

Outros chegarão
Na sede do PT em Brasília, Edinho já tem se dedicado às definições com o grupo de trabalho de pré-campanha. Novos nomes devem chegar, caso do ex-ministro da Educação Camilo Santana, que deixou o cargo para assumir sua vaga no Senado e também deve participar da coordenação.

Outro nome que certamente integrará a equipe de Lula é o do ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social), que não deixou o ministério, mas que guardou férias para poder se dedicar a uma das coordenações da campanha.

Preocupação
Em relação ao ministro Rui Costa (Casa Civil), que deixa hoje o cargo para tentar se eleger a uma vaga no Senado, há especulações sobre sua chegada à coordenação. No entanto, no PT, alguns avaliam que Rui deve precisar reforçar mais sua presença na Bahia.

O motivo é que, apesar de ser um estado majoritariamente lulista, há uma avaliação de que esta eleição não está tão fácil como ocorreu em outros anos.

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Isso porque o PT identificou por meio de pesquisas qualitativas que há uma insatisfação forte na população com a questão da segurança pública, área em que o PT sempre teve dificuldades de discurso e perde para a direita. A preocupação dos eleitores, especialmente sobre o avanço das grandes facções por estados do Nordeste, também é bastante sentida no Ceará.

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