Flávio com Ruas e Lula com Paes: disputa no Rio antecipa clima da eleição de outubro

Julgamento no STF que vai redefinir regras da sucessão de Castro acelera polarização entre grupos ligados ao petista e ao filho de Jair Bolsonaro

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A eleição para escolher o novo governador do Rio de Janeiro, seja direta ou indireta, antecipa o clima eleitoral da disputa nacional de outubro. O embate entre os grupos de Eduardo Paes (PSD), com apoio de Lula (PT), e Douglas Ruas (PL), alinhado a Flávio Bolsonaro (PL), virou uma espécie de prévia das campanhas que vão mobilizar o país nos próximos sete meses. Quem ganhar o confronto fluminense fica com o Palácio Guanabara pelo menos até o final do ano e ainda pode se reeleger para mais um mandato em outubro.

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O formato da escolha do governador-tampão será decidido na quarta-feira, 8, pelo STF (Supremo Tribunal Federal).O vencedor também será um personagem valioso para a montagem do palanque do candidato a presidente aliado no terceiro maior colégio eleitoral do país. Por isso a escolha do sucessor de Castro virou uma espécie de prévia das eleições de outubro, com defesas das bandeiras dos dois lados da polarização nacional.

“Já conversei com meu partido e com o senador e futuro presidente Flávio Bolsonaro, que de pronto declarou apoio à minha pré-candidatura a governador nessa eventual eleição suplementar, disse Ruas. O  senador Bruno Bonetti, presidente municipal do PL, aposta na polarização ideológica. “O Rio de Janeiro é de direita e, no voto, a gente ganha, afirmou o parlamentar.

No início de março, em um avento no Aeroporto do Galeão, Lula demonstrou em público seu apoio a Paes na política fluminense. “Esse estado precisa de gente séria, Eduardo […]. E gente séria precisa governar o Rio de Janeiro”, disse o presidente ao lado do então prefeito da capital.

A crise institucional no estado ganhou força após a renúncia de Cláudio Castro (PL), na véspera do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornou inelegível. Sem vice-governador e com a linha sucessória comprometida após a cassação de Rodrigo Bacellar, então presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), o comando do estado foi assumido pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto. A expectativa inicial de eleições indiretas, conduzidas pelos deputados estaduais, foi interrompida pelo próprio Supremo.

No plenário do STF
A intervenção do ministro Cristiano Zanin suspendeu a eleição indireta e abriu caminho para a possibilidade de voto direto em curto intervalo de tempo. Contudo, a decisão final caberá ao plenário do STF, em sessão presencial, que analisará ações que contestam tanto a legalidade da lei aprovada pela Alerj quanto o modelo de escolha do substituto do governo. O PSD de Paes é autor de parte dessas ações.

Com o cenário em aberto, lideranças políticas passaram a operar em duas frentes. Paes intensificou a defesa de eleições diretas e sinalizou disposição para disputar o mandato-tampão. No PL, Douglas Ruas também passou a também apoiar publicamente a escolha direta da população, embora a via indireta fosse considerada mais favorável ao partido, que mantém a maioria como aliados na composição atual da Alerj.

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Ex-prefeito da capital fluminense, Paes é o líder nas pesquisas de intenção de voto para ocupar o Palácio Guanabara. Por outro lado, a direita confia na maioria conservadora do estado para competir em iguais condições ao apostar na candidatura de Douglas Ruas, tanto para o governo tampão quanto para o próximo mandato, a ser definido em outubro. 

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