Como o PT pretende impedir nova derrota de Haddad para Tarcísio
Petistas preparam três frentes principais para enfrentar o favoritismo do atual governador de SP
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A pesquisa Atlas desta semana surpreendeu e animou o PT em São Paulo ao mostrar Fernando Haddad com 42,6% das intenções de voto patamar inédito para o partido na largada no estado , ainda que Tarcísio de Freitas mantenha o favoritismo, com 49,1% e vantagem em todos os cenários.
“É a primeira vez que um candidato do PT larga acima de 40% em São Paulo”, observou, em conversa com a coluna, o deputado federal Alencar Santana.
Diante desse quadro, a estratégia petista se organiza em três frentes principais.
Primeiro, a campanha pretende vincular ao governo federal entregas também associadas à gestão paulista como a expansão do metrô até Guarulhos e o túnel Santos-Guarujá , buscando dividir o crédito político e reforçar a presença da União no estado.
Além disso, o PT deve concentrar ataques em áreas sensíveis da gestão de Tarcísio, especialmente o abastecimento de água nas periferias e a segurança pública. A ideia é tensionar temas com impacto direto no cotidiano do eleitor.
Somado a isso, está na pauta da pré-campanha explorar o reforço de palanque com aliados considerados de peso, como Geraldo Alckmin, anunciado como candidato a vice-presidente da República novamente, e Simone Tebet, que transferiu domicílio eleitoral para São Paulo e disputará o Senado.
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“Alckmin é, agora, um ativo muito mais forte do que em 2022. E ainda temos a Simone, uma novidade que começa muito bem. Tarcísio vai ter que suar muito”, afirmou Alencar.