Amós Oz e seu livro juvenil sobre intolerância e liberdade
Narrativa breve do israelense Amós Oz traz jovens em busca de respostas em uma aldeia onde os animais foram apagados da memória coletiva
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Conhecido por sua obra marcada por reflexões políticas e sociais, o israelense Amós Oz (1939-2018) se volta ao público juvenil com o livro “De repente nas profundezas do bosque”, que chega em sua segunda edição às prateleiras brasileiras em abril pelo selo Seguinte, da Companhia das Letras
A trama acompanha os amigos Mati e Maia, que vivem em uma aldeia onde nenhum animal existe. Ou, ao menos, onde se afirma que eles nunca existiram. Tudo o que sabem sobre essas criaturas vem das aulas da professora Emanuela, figura solitária que insiste em narrar lembranças de um mundo povoado por bichos.
Movidos pela curiosidade e pela sensação de que há algo oculto naquele passado, os dois decidem desafiar as regras da comunidade. Partem em direção ao bosque proibido, território cercado por medo e superstição, onde habitaria Nehi, o chamado demônio das montanhas.
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Com essa jornada, Oz constrói uma alegoria que trata de intolerância, liberdade e a relação entre humanos e natureza.