Mesmo com CPI e novos fatos, impeachment de ministros segue morno no Senado

Caso Master reacende pressão da oposição contra Moraes e Toffoli, mas avaliação entre senadores é de que não há votos nem ambiente político para avançar

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As novas revelações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e as menções nas investigações de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli reavivaram discussões sobre possíveis punições de ministros do STF por eventuais desvios de conduta. Apesar do desgaste do Supremo, não se observa entre senadores disposição para o avanço imediato de pedidos de impeachment de ministros da corte.

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Nem mesmo entre oposicionistas há consenso sobre a viabilidade de um processo. O senador Izalci Lucas (PL-DF) calcula que hoje não haveria votos suficientes para abrir um impeachment contra ministros do Supremo. Aqui dificilmente passa um impeachment. Acho que hoje daria uns 26 votos só, afirmou ao PlatôBR, lembrando que seriam necessários 54 votos.

Ainda assim, parte da oposição tenta manter o tema em evidência e pressionar o comando do Senado. Em conversa com a reportagem, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou que as informações mais recentes reforçam a necessidade de que o Senado analise os pedidos já apresentados. A República está esperando o Senado cumprir o seu dever e analisar, disse o parlamentar, ao cobrar uma decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

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Entre governistas e parlamentares mais cautelosos, porém, a leitura é de que o assunto ainda está longe de ganhar tração. O senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou não ver clima nem para impeachment nem para a abertura de uma nova CPI. Tem espaço para debater esse tema nas CPIs do INSS e do crime organizado. Se entrar com outra CPI agora vai mais complicar do que ajudar, disse Paim. Segundo ele, a possibilidade de afastamento de ministros segue longe.

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