Relatório da PF sobre Bacellar complica situação de Cláudio Castro no TSE

Investigação aponta que decreto de Castro promoveu 'deformação institucional' da Ceperj

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O relatório da Polícia Federal sobre o presidente afastado da ALERJ, Rodrigo Bacellar, complica a situação do governador Cláudio Castro no julgamento do caso Ceperj no Tribunal Superior Eleitoral. A análise da ação deve ser retomada na semana que vem, em 10 de março. Segundo a investigação, Castro publicou um decreto que promoveu a “deformação institucional” da Ceperj.

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Um detalhe do relatório foi levado a ministros do TSE: uma planilha de promessa de cargos ao deputado Rodrigo Amorim para compensar ceperj [sic].

A PF classifica o esquema como criminoso e aponta que as supostas fraudes eram operadas por agentes públicos e empresários para vantagem eleitoral em 2022.

O ponto de partida para tais contratações foi a deformação institucional da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj), formalizada por meio do Decreto Estadual n. 47.978, de 9 de março de 2022, editado pelo governador do Estado, Cláudio Castro, diz a Polícia Federal no relatório que indiciou Bacellar.

A corporação aponta ainda que a cidade de Campos, reduto eleitoral do presidente afastado da Alerj, foi onde se deu o maior número de saques realizados na boca do caixa.

Atualmente, o caso Ceperj encontra-se pendente de julgamento no Tribunal Superior Eleitoral, após o pedido de vista do ministro Antônio Carlos Ferreira, e pode culminar com a cassação e inelegibilidade de Cláudio Castro, Rodrigo Bacellar e outros relevantes atores da cena política fluminense, afirmam os investigadores.

A relatora do caso, a ministra Isabel Gallotti votou pela condenação de Castro, Bacellar e mais onze réus. Como o TSE é composto por sete ministros, quatro votos bastam para formar maioria ou pela cassação ou pela absolvição.

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Os próximos a votar, pela ordem, são Floriano Azevedo, ligado ao ministro do Supremo Alexandre de Moraes, Estela Aranha, nomeada por indicação de Flávio Dino, Kassio Nunes Marques, André Mendonça e Cármen Lúcia ministros do STF que compõem o TSE com mandatos de até quatros anos.

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