Guerra no Oriente Médio, efeitos dos ataques na economia e pesquisa Datafolha

Conflito militar afeta a política e a economia do mundo, agenda de presidentes pode ser alterada, Pacheco terá encontro com MDB e Datafolha divulga pesquisa para presidente e governo de São Paulo

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Os desdobramentos dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no último sábado vão balançar o cenário político e a economia internacional nos próximos dias. A reação iraniana, com lançamentos de mísseis e bombas sobre 14 países aliados dos EUA na região, potencializa as turbulências globais, com impacto sobre os preços do petróleo e a cotação do dólar. A semana começou com retração das bolsas no mundo, com aumento da moeda americana, do petróleo e do ouro.

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Donald Trump calcula em quatro semanas a duração das operações militares, mas os efeitos da guerra são imprevisíveis. O governo brasileiro mantém postura de cautela. O Itamaraty divulgou duas notas: uma condenou a ação dos Estados Unidos e de Israel, e a outra se solidarizou com Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait e Jordânia em razão dos ataques retaliatórios do Irã.

Ataques interferem na agenda de Lula com Trump
Ainda sem data confirmada, a viagem do presidente Lula aos Estados Unidos certamente terá a pauta influenciada pela guerra no Oriente Médio. A agenda discutida entre os dois governos inclui, por exemplo, a formação de um conselho de paz para Gaza, tema diretamente relacionado ao conflito armado.

Os outros assuntos que podem entrar na conversa entre os dois presidentes são terras raras, segurança pública e combate ao crime organizado. Ainda não há sinais de que a visita seja adiada por causa da guerra.

O futuro de Pacheco
Esta semana pode ser decisiva para a definição da candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para o governo de Minas Gerais. Ele tem um almoço com a cúpula do MDB na quarta-feira, 4, para tratar de uma possível filiação ao partido. Pacheco é o preferido de Lula para encabeçar uma chapa de oposição ao atual governador, Romeu Zema (Novo).

O presidente precisa de um palanque forte em Minas para alavancar sua campanha à reeleição no segundo maior colégio eleitoral do país. Pacheco espera negociar uma aliança ampla com partidos de centro para confirmar sua candidatura.

Expectativa para a pesquisa Datafolha
O Instituto Datafolha divulga na sexta-feira, 6, o resultado de uma pesquisa sobre preferência dos eleitores para as eleições para presidente e para o governo de São Paulo. Do lado do governo, a expectativa aumenta depois que outros levantamentos, feitos pelo AtlasIntel e pela Paraná Pesquisas, indicaram subida do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com empate técnico com Lula.

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Para o governo de São Paulo, será o primeiro teste junto ao eleitorado para o ministro Fernando Haddad (Fazenda) depois que ele indicou a Lula que aceitará o pedido para entrar na disputa contra Tarcísio de Freitas (Republicanos), que deve tentar a reeleição.

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