Os cinco setores da economia que seriam mais impactados pelo fim da escala 6×1

Um estudo da Confederação Nacional do Comércio identificou os segmentos que mais mantêm empregados com jornada de trabalho superior a 41 horas semanais

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Um estudo do economista-chefe da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), Fabio Bentes, mapeou os cinco setores da economia que possuem o maior percentual de trabalhadores contratados com jornada de trabalho superior a 41 horas semanais. São eles: madeira e mobiliário (96%), agricultura (95%), construção civil (94%), comércio (93%) e serviços (92%).

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Os dados foram apresentados por Bentes em meio ao debate sobre o fim da escala 6×1 que está em curso no Congresso. A redução da jornada de trabalho conta com o apoio do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o economista-chefe da CNC, reduzir a jornada de trabalho sem diminuir salário trará aumento de custos para as empresas. 

Nas contas de Bentes, os gastos decorrentes das adaptações às novas jornadas podem chegar a R$ 122 bilhões no comércio e em R$ 235 bilhões no setor de serviços, com possibilidade de impactar nos custos finais dos produtos aos consumidores. Para bancar o aumento das despesas trabalhistas, projeta o economista, pode haver uma elevação de até 13% nos preços praticados pelos varejistas, por exemplo.

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O estudo aponta ainda que a hipótese de aumento na contratação de trabalhadores com a redução da jornada não deve se confirmar. Bentes afirmou que, com o baixo nível de desemprego no Brasil, há escassez de mão de obra. No comércio há necessidade estimada de preenchimento de 110 mil vagas. A redução de jornada, defendeu o autor do estudo, já é possível e deve ser feita por meio de negociação coletiva entre empregadores e empregados.

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