PF quer que governo destrave fundo bilionário para combater o crime organizado

A associação dos delegados faz manifestação nesta terça para pedir que o governo tire do papel um mecanismo criado no ano passado que irá receber recursos de apreensões feitas pela corporação

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A cúpula da ADPF, a associação que representa os delegados da Polícia Federal, programou uma manifestação para esta terça-feira, 24, em frente ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília. Os delegados reivindicam que o governo Lula tire do papel a criação de um fundo abastecido com recursos de apreensões policiais e, ainda, use as taxas a serem cobradas das casas de apostas, as chamadas bets, para investir em ações contra o crime organizado. O protesto ocorrerá, simultaneamente, em todos os estados do país.

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A criação do fundo foi aprovada no fim de 2026. O Funcoc (Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas) surgiu para financiar ações contra o crime organizado. O fundo, que ainda precisa ser regulamentado pelo governo, prevê também recompensas ao trabalho comprovado de integrantes das polícias federais, incluindo a PF, a PRF e a Polícia Penitenciária. Nos últimos dois anos, a PF recuperou quase R$ 17 bilhões em suas operações. Foram R$ 6,9 bilhões em 2024 e R$ 9,5 bilhões em 2025. A entidade que representa os delegados defende mais investimentos na corporação com a arrecadação que virá da cobrança da Cide-Bets, contribuição que vai incidir sobre as apostas. 

Atualmente, já existe o Funapol, criado em 1997 e que se abastece de taxas cobradas por serviços prestados pela própria PF, como emissão de documentos migratórios, além de multas, rendimentos financeiros, receitas de concursos e doações ou apreensões policiais.

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Segundo dirigentes da associação que representa os delegados, o movimento desta terça ocorrerá também nos estados. A justificativa, segundo eles, é uma reclamação recorrente: o governo tem capitalizado o prestígio das operações policiais, mas sem garantir a correspondente valorização estrutural da corporação.

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