Na mira do STF, diretor da PF mantém prestígio inabalado com Lula em meio a crise
Atrito com uma ala da Suprema Corte ganhou força após Andrei Rodrigues levar pessoalmente a Edson Fachin um relatório com informações sobre o ministro Dias Toffoli
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Quem imaginou que a crise entre o STF (Supremo Tribunal Federal) e o diretor-geral da Polícia Federal afastaria Andrei Rodrigues do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se enganou. Segundo auxiliares do petista, Rodrigues está mais forte do que nunca e goza de grande prestígio junto ao chefe. O delegado, inclusive, integra a delegação brasileira liderada pelo petista que iniciou nesta quarta-feira, 18, uma visita oficial à Índia.
O atrito com o STF ganhou força após o diretor-geral da PF levar pessoalmente ao presidente do Supremo, Edson Fachin, um relatório com informações sobre o ministro Dias Toffoli encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Interlocutores de Lula afirmam que o delegado tem a total confiança do presidente e que a ordem, neste momento, é para que ele siga desempenhando suas funções sem temer pressões.
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Auxiliares do Planalto lembram que Rodrigues inaugurou uma nova forma de comando na PF, participando de diversos eventos, muitos inclusive do setor privado, para levar a mensagem de que a corporação, à diferença do que ocorria em gestões passadas, especialmente no auge da Operação Lava Jato, colabora para o desenvolvimento social e econômico do país por meio de ações de combate ao crime.