Governo Mauro Mendes pagou R$ 308 milhões para a Oi por fundos do Master

Denúncia de ex-governador sobre acordo com a Oi foi feita à PGR

Publicidade
Carregando...

O governo de Mato Grosso colocou R$ 308 milhões em dois fundos que tinham sido recém-criados pelo Banco Master para pagar um acordo feito com a Oi. O dinheiro foi desembolsado pelo governador Mauro Mendes em um acordo de restituição de cobranças tributárias que agora está sendo contestado na Justiça, tanto pelo teor da negociação quanto pelo caminho do dinheiro, segundo denúncia do ex-governador Pedro Taques protocolada no Tribunal de Justiça do MT e na PGR.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

O acordo foi celebrado com a Oi em 10 de abril de 2024. Segundo documentos consultados pela coluna, de maio a outubro daquele ano, o governo de Mauro Mendes depositou um total de R$ 154 milhões no fundo Lotte Word. A outra metade do dinheiro foi depositada no fundo Royal Capital. Os dois fundos foram criados pelo Master menos de dois meses antes do acordo, em 22 de fevereiro.

Do Lotte e do Royal, o dinheiro foi investido em outros fundos que, segundo a denúncia de Taques, apontam para empresas e pessoas próximas do governador. Os fundos envolvidos guardam também relação com o Master.

Banco Master

A Justiça ainda não decidiu se investigará a denúncia de Pedro Taques, mas o estrago em torno do governador deixou Mauro Mendes nervoso. Na terça-feira, 10, o governador chegou a discutir com repórteres. Sua tropa de choque na Assembleia Legislativa também fez uma manobra para impedir a criação de uma CPI contra o governo. O próprio governador foi esta semana ao Supremo Tribunal Federal conversar com ministros. O motivo oficial, segundo sua assessoria, foi a construção do Ferrogão no estado.

Mauro Mendes tem atacado a denúncia do ex-governador, afirmando que a motivação de Pedro Taques é a disputa ao Senado no estado. Taques filiou-se recentemente ao PSB, a pedido do vice-presidente, Geraldo Alckmin.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Até o fechamento da reportagem, o governo, que nega irregularidades no acordo, não havia respondido sobre o banco Master. O banco, por sua vez, preferiu não se manifestar. O espaço segue aberto.

Tópicos relacionados:

guilherme-amado

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay