Relator da CPI do INSS quer ‘mutirão’ de oitivas para tirar o atraso
Convocados par depor têm usado o expediente do habeas corpus e do atestado médico para faltar à CPI do INSS
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O relator da CPI mista do INSS, Alfredo Gaspar, quer promover o que chamou de mutirão de oitivas para acelerar as investigações da comissão, cujo prazo de duração termina em março, a princípio. À coluna, Gaspar disse que o foco nesta reta final são os contratos de empréstimo consignado.
Nessa segunda-feira, os dois depoimentos agendados no Congresso foram cancelados em razão de atestados médicos apresentados pelos depoentes. Estavam na agenda o deputado estadual do Maranhão Edson Araújo e Paulo Otávio Camisotti, filho e sócio do de Maurício Camisotti, empresário preso na Operação Sem Desconto da Polícia Federal.
A exemplo do pai, que também não prestou depoimento à CPI, Paulo Otávio obteve um habeas corpus do STF para não responder aos questionamentos. Já são ao menos 15 HCs concedidos para os convocados.
Já Edson Araújo, que na semana passada foi expulso do PSB, informou ter passado por uma cirurgia, ficando impossibilitado de viajar de São Luiz para Brasília. Araújo, que já dirigiu uma das entidades trabalhistas investigadas, é suspeito de receber e movimentar milhões em suas contas bancárias.
A comissão corre contra o tempo enquanto aguarda uma decisão de Davi Alcolumbre sobre uma eventual extensão dos trabalhos por ao menos mais um mês. Gaspar, aliás, já avisou que intenta judicializar essa prorrogação no STF.
À coluna, Gaspar disse que o foco são os empréstimos consignados. Na semana passada, ele apresentou um quadro com dez entidades financeiras que realizam essa modalidade de empréstimo com autorização do INSS.
“Estamos no início da apuração dos empréstimos consignados e muita coisa vai acontecer”, disse ele.
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As datas desse mutirão ainda serão definidas pelo presidente da CPI, o senador Carlos Viana, do Podemos de Minas Gerais.