Como a PF enxerga a turma do coquetel molotov presa em São Paulo e no Rio

Avaliação interna na Polícia Federal é que as ameaças de ataques partem de grupos dispersos, sem orquestração nacional e que casos não podem ser enquadrados, até o momento, como atividade terrorista

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A Polícia Federal não pretende, ao menos por ora, assumir as investigações sobre os grupos suspeitos de planejar ataques com bombas caseiras em São Paulo e no Rio de Janeiro. A avaliação interna é que os planos descobertos pelas polícias dos dois estados não apresentam indícios de articulação nacional ou de estrutura organizada que justifiquem a entrada da corporação no caso.

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Operações realizadas nesta semana pelas polícias civis paulista e fluminense resultaram em prisões de suspeitos que trocavam mensagens em redes sociais sobre ações violentas, incluindo o uso de artefatos caseiros. A coincidência de métodos e a atuação em capitais diferentes levantaram dúvidas sobre uma possível conexão interestadual.

Nos bastidores, porém, fontes da cúpula da PF ouvidas pela reportagem afirmam que, até agora, não foram identificados sinais de comando único, financiamento ou planejamento sofisticado. O entendimento é que são grupos difusos, com articulação precária e alcance limitado.

Sob reserva, uma dessas fontes disse tratar-se de um “bando de meninos malucos, no máximo ensinando a fazer coquetel molotov” – o que, emendou, não deixa de ser grave, mas ainda é insuficiente para enquadrar como um movimento orquestrado ou relacionado a atividades terrorista.

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Integrantes da corporação dizem que situações desse tipo costumam permanecer sob responsabilidade das forças estaduais e só migram para a esfera federal quando há atuação coordenada entre estados ou enquadramento em crimes previstos na Lei Antiterrorismo — elementos que, segundo essas mesmas avaliações, não apareceram até o momento.

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