Os novos sinais de que o caso Master vai virar fogo cruzado entre governo e oposição

Em entrevista em Brasília, a ministra Gleisi Hoffmann disse que a oposição tem mais explicações a dar sobre o caso do que o governo. Ela afirmou que o ex-ministro Ricardo Lewandowski, que prestou consultoria para o banco, não cometeu crime algum

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A ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) mirou na oposição ao reagir nesta quarta-feira, 28, às notícias que relacionam o governo a personagens investigados no caso do banco Master, em mais um sinal de que o tema deve pautar a disputa eleitoral deste ano com acusações mútuas.

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Gleisi se referia à informação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o banqueiro Daniel Vorcaro e aos questionamentos que envolvem contratos firmados entre o Master e figuras do governo e do PT, como o até há pouco ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, que prestou consultoria para o banco, e o ex-ministro Guido Mantega.

“A tentativa de colar a crise do Master ao governo não prospera. Eles (a oposição) têm muito mais a explicar”, disse Gleisi.

A ministra voltou a artilharia para o governo de Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, controlador do BRB, instituição que tentou comprar parte do Master antes da liquidação, e para o governo de Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, em referência à alocação de recursos de fundos de pensão do estado no banco.

Além disso, apontou para as doações de investigados no caso às campanhas de Jair Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em 2022. “Tem muito mais explicações para a oposição dar do que o governo. Quem tinha relação com o Banco Master eram eles. Isso está claro”, disparou Gleisi, reforçando a tendência de fogo cruzado entre governo e oposição em torno do tema.

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A ministra saiu em defesa de Lewandowski. Disse não identificar “crime algum” no fato de o agora ex-ministro da Justiça ter prestado consultoria para o Master. “Nós estamos muito tranquilos, assim como ele. Não há nada de irregular, nada de imoral, nada de ilegal. E volto a dizer, a Polícia Federal está agindo com rigor nesse caso”, disse.

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