Ex-dirigente do PT e ligado a Delúbio: quem é o sucessor de Gleisi no Planalto

Petista de carteirinha, o escolhido para chefiar a articulação política do governo no lugar de Gleisi Hoffmann também ocupou postos de confiança em prefeituras comandadas por petistas

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Uma dança das cadeiras está ocorrendo no governo federal com a saída de ministros que concorrerão às eleições deste ano. Para a Secretaria de Relações Institucionais, até agora ocupada pela ministra Gleisi Hoffmann, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu Olavo Noleto, atual chefe do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o chamado Conselhão.

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Noleto é um nome tradicional do PT de Goiás, daqueles considerados petistas “de carteirinha”. Ele pertence à CNB (Construindo um Novo Brasil), corrente majoritária da legenda, a mesma de Lula.

Próximo ao ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, ele trabalha nos governos petistas desde o primeiro mandato de Lula, em 2003. Durante o governo de Dilma Rousseff, foi ministro interino da Secom (Secretaria de Comunicação Social) entre 2015 e 2016, período em que transcorreu todo processo de impeachment que apeou Dilma do poder.

Noleto é também bastante ligado à própria Gleisi Hoffmann e ao ministro Alexandre Padilha (Saúde), de quem foi secretário-executivo na mesma Secretaria de Relações Institucionais. A proximidade com Gleisi, aliás, foi decisiva para a escolha.

O novo chefe da articulação política do governo tem um perfil político. Com 51 anos, ele era o nome considerado natural para a vaga de Gleisi, que deixará o governo no início de março para concorrer a uma vaga no Senado pelo Paraná. Como secretário do Conselhão, Olavo Noleto tocava muitas das conversas políticas do Planalto com movimentos sociais e empresas.

Noleto também integrou o diretório nacional do PT no período em que Gleisi Hoffmann comandou a legenda. Foi nesse período que o partido enfrentou as acusações da Operação Lava Jato, a prisão de Lula e a derrota nas urnas para Jair Bolsonaro, em 2018.

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Sempre como um quadro de confiança da cúpula do partido, o novo ministro também atuou em prefeituras comandadas por petistas, como a de Aparecida de Goiânia (GO) entre 2018 e 2019 e, depois, a de Maricá (RJ), de 2019 a 2022. No novo cargo, ele terá como principal tarefa estreitar a relação do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional.

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